quarta-feira, 30 de maio de 2018

Uma pirata verdadeira dialoga com o pária

Deixemos quem nos censura os comentários ou nos despreza com silêncio,
deixemos a sua suposta superioridade,
deixemos quem nos censura as amizades, o passado e o amor,
a vida é o presente,
a vida é ter alguém sensível com quem falar, discutir um assunto e passar o tempo.
a gente no fundo sabe quem de nós gosta e de quem nós gostamos.
e com quem gostamos de estar.





Is it more real?


'Is it more real?'
óleo sobre pano cru
44cm por 52cm (com grade)
2008 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


Is it unreal?


'Is it unreal?'
óleo sobre pano cru
44cm por 52cm (com grade)
2008 - 2018
ZMB


(fotografia de época)


domingo, 27 de maio de 2018

O pária escreve sobre mãe e mulher

Sabes, Ana, que às vezes não é fácil compreender o ponto de vista de quem escreve um pequeno apontamento e o publica na rede, nem sempre as situações são claras, pontas soltas são deixadas no ar e deixam a dúvida a bailar na mente de quem sente interesse em ler os diários que são a rede. às vezes, o leitor não está, no momento em que lê, com a moldura mental adequada, acordou mal disposto, tem ou não tabaco, doi-lhe ou não a cabeça, a amiga especial aparece poucas vezes e quando vem leva o autor deste texto a uma viagem de ida e volta entre céu e inferno, tudo isto para dizer que o misantropo é uma pessoa de consciência variável que avaria de vez em quando nas suas interacções sociais recebendo a sua contribuição social mais ou menos justa, o misantropo para falar verdade não tem grandes razões de queixa, mas tem um impulso dentro de si no qual só repara no pós-acto que o leva o insurgir-se contra o mal no mundo, pelo menos, o seu mal, a injustiça, a dificuldade que os párias têm em se defender, os párias são armas de arremesso e os párias não têm género, são muitas vezes culpados de não saberem cuidar de si, um pária não cuida de pensar no dia de amahã, vive o presente e o passado, apesar da desgraça, é sempre festa. um pária reconhece quem lhe faz bem e lhe dá energia para acordar e não sentir a agonia da realidade que é viver num mundo que os despreza. mas um pária pode ser digno, se conseguir moderar a sua falta-de-educação e conseguir estabelecer um diálogo com o mundo, não com toda a gente porque há classes de pessoas que não se sentem bem na nossa companhia, mas com algumas pérolas que se podem encontar no meio dos porcos, é possível que um pária se torne digno aos seus olhos e aos olhos da sociedade e se isso um dia o ser digno acontecer há-de haver alguém que diga «quem diria?! quem o viu e quem o vê», quando se tem por perto, mesmo que poucos sempre poucos momentos, alguém que reconhece o valor de um pária e consegue gostar da sua companhia e mesmo, da sua maneira gostar dele, amá-lo mesmo e este pária sabe que é correspondido... não pode senão indignar-se num momento de má-disposição e treslendo um texto teu, onde não compreendeu o ponto de vista que às vezes mistura o ponto de vista da mãe com o da mulher.
É por isso, que queria recordar o ponto de vista da mãe e da minha própria mãe: eu deixei o ninho aos dezoito anos para estudar longe nem cem quilómetros, a minha mãe foi comigo arranjar quarto e aconselhou-me juizinho, algo que nem sempre tive, mas um jovem tem que viver em novo para poder recordar em velho, e então eu vivi, ou nasci verdadeiramente aos dezoito anos, nem tudo são rosas há muito tojo, mas o importante é que se me tornei pária, inverti a curva social descendente, e agora até a minha mãe começa além de amor a ter orgulho do filho, mas lembro-me que a verdadeira separação foi quando fui de avião para a Irlanda na minha primeira experiência de trabalho oficial após os meus estudos. no aeroporto às seis da manhã eu e os meus pais dando e ouvindo conselhos, e no momento do embarque a minha mãe teve um ataque de choro, eu senti que ela pensava que eu não voltava, mas voltei, não voltei rei, mas voltei com a ilusão de que só por ter estado no estrangeiro era rei para alguns, foi o descalabro e ainda hoje recupero do desfasamento entre o que sou e o que as pessoas vêem em mim, é só natural que uma pessoa queira ser independente e aprender por si, às vezes é necessário errar e ignorar os conselhos, mesmo da mãe, para que possamos seguir em frente, encontrar um rumo, um sentido, o que eu queria dizer é que um filho nunca esquece a mãe e volta sempre a ela para a amparar nem que seja só na velhice, mesmo que a competição entre noras e sogras seja cruel para todas as partes, já pensaste que o filho pária pode andar em algum momento da sua vido cego e dividido entre o amor de mãe e o amor de mulher e nem sempre decidir independentemente da vontade de terceiras e pode nem sempre ter o juízo correcto para agir. aí surge o descalabro, o descalabro não é só a mulher, a mãe mas é também a família em geral e a sociedade e as ligações que se ganham ou perdem, não há nunca um motivo único para um descalabro quando este acontece. mas o pária sabe quem a longo termo lhe quer bem e volta regularmente a casa da mãe para comer a sua comida deliciosa e lhe dar alegria e sabe dizer que no fundo é como o vizinho Amadeus diz «o amor, as mulheres, é como os autocarros, estão sempre a passar!» 
A este final foleiro eu poderia acrescentar que às vezes entrámos no autocarro errado e ainda assim obtemos uma boa experiência. Já o único autocarro que nunca esquecemos é aquele que nos leva a casa da mãe. 
Fica bem, Ana, bom domingo :)

sábado, 26 de maio de 2018

E afinal um caso tão simples e tão vulgar.

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A criada passou apressada e fez de conta que não ouvira o Barão perguntar-lhe o que tinha sido. Então voltámos ao quarto para vermos. Já não havia fumo. No meio do chão estavam a colcha da cama e os restos do travesseiro de palha. Tinha sido com o cigarro.
-- Ias morrendo assado -- comentou o Barão, e começou a rir, a rir, com um grande exagero.
Pegou-me no braço. Eu também ria. Ele parecia doido, às gargalhadas; queria falar, começava a frase, mas tinha outro ataque de riso:
-- Quando saíste...
E o riso sacudia-o numa explosão irresistível. Daí a momentos podia dizer mais umas palavras:
-- ... parecia que vinhas do Inferno!...
Fomos dar outra vez à sala de jantar e o Barão quis festejar o meu regresso do Inferno com mais champanhe. Aquele sussto despertou-me uma alegria muito expansiva. Na verdade tinha escapado de morrer queimado, graças ao barulho que ele fizera a bater na porta. Devia-lhe talvez a vida.
-- Deves-me a vida!
E o champanhe continuava a transbordar das taças e a erguer-se em brindes a tudo o que nos lembrou, e a todos os nossos desejos, sonhos, ambições, a todas as nossas saudades, desilusões, a todos os nossos amigos, a tudo quanto nos ocorreu naquele momento de sinceridade. Esses brrindes foram verdadeiras confissões, como o abrir das nossas almas. E, na verdade, a quem podemos falar com mais franqueza do que a um desconhecido que nunca mais veremos? Além de que estes momentos de espontânea revelação em que abrimos quanto podemos todas as portas e alçapões de nós próprios, estes momentos são tão difíceis de atingir, por cobardia e por orgulho e pela incompreensão que nos rodeia, que, quando se consegue assim uma hora dessas, não devemos perdê-la, embora se fique, no fim, arrependido e triste como quem fez uma traição a si próprio. Mas, ao mesmo tempo, dá o alívio de quem abre uma válvula de escape quando a pressão por dentro é já demais. Entre outras coisas, contei-lhe uma melancólica história de amor, que era a minha. Foi a primeira pessoa a quem confessei, dez anos depois de ela ter passado e aniquilado a minha vida. E nunca mais, a ninguém. Creio que, naquele momento, principalmente, a recordava a mim próprio. Revivi essa história triste como se fossem os melhores dias da minha vida, que eu não quisesse deixar esquecer, recordando-a em voz alta, ouvindo-me a mim próprio, como se outro ma contasse. O Barão, imóvel, olhava-me com o olhar muito fixo. No fim vi-lhe os olhos cheios de lágrimas, Também os meus estavam rasos de água. E afinal um caso tão simples e tão vulgar.
'

páginas 58-61
'O Barão'
Branquinho da Fonseca
edição Livros de Bolso Europa-América

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O misantropo escreve sobre a hipocrisia de quem lhe insulta o amor

1. Acho um piadão às mulheres que insultam outras mulheres descrevendo-as com as piores qualidades.
Conheci algumas assim na minha vida social. As que me falavam assim eram geralmente mulheres que pensavam que eram raínhas só por se lhe mostrar um pouco de mundo, tinham ciúmes das namoradas passadas e até da minha própria irmã e mãe, roubavam cartas e fotografias, queriam um escravo que fosse cego e pagasse as contas. hoje, algumas nos seus ciúmes dizem que nada de mim conhecem e atiram-se à lógica de que um homem se atira abaixo de um comboio em andamento numa noite escura só porque a namorada o deixou. Querem reescrever a história e fixam a mulher anterior como causa de todos os males e relegam o homem para a posição de burrinho, palhacinho, um menino de mão ao seu dispor implorando um cunilingus. no fundo, o que criticam às outras mulheres é o que elas próprias não têm, queriam ter ou deixaram de ter: são geralmente mulheres feias que nunca souberam nem conservar em casa nem amar o homem com quem casaram ou de quem foram apenas a amante ocasional de acordo com a bolsa disponível dele. Há muitas bloggers que sofrem deste problema: pensam que escrevem bem.

2. Quanto aos homens ou àqueles que foram amigos, um deles passou uma conversa a gozar as minhas namoradas, a dizer que eram apenas fogo de vista e imaturas e depois de me criticarem o que chamavam a minha animalidade, passaram a fazer o que eu deixara de fazer: a comer imaturas, jovens tenrinhas com necessidade de protecção. mais recentemente foi vê-los com olhos de abutre a querer-me roubar a companheira e a passar os pequenos-almoços a contar a história dos 90 euros que custa mudar a caixa de ossos da mãezinha no cemitério, pensam: ele se sustenta uma fogo de vista é porque é visconde e tem dinheiro. como a cena não resulta, o pequeno almoço da manhã seguinte é passado a pedir desta vez só trinta euros para a botija do gás da irmã que, coitadinha, não tem culpa de estar grávida e o marido parece que também não. Há muitos otários a quererem ser chulos.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Todos os olhos

De vez em quando 
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão,
esperando e querendo 
que eu seja um herói,
que eu seja um herói.

Mas eu sou inocente,
eu sou inocente, 
eu sou inocente.

De vez em quando 
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão
esperando e querendo 
que eu saiba.

Mas eu não sei de nada,
eu não sei de ná, 
eu não sei de ná.

De vez em quando 
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão
esperando e querendo apanhar,
querendo que eu bata,
querendo que eu seja um Deus.
Mas eu não tenho chicote,
eu não tenho chicó, 
eu não tenho chicó.

Mas eu sou até fraco, 
eu sou até frá,
eu sou até frá.





sexta-feira, 18 de maio de 2018

Sex Zine


'Sex Zine'
óleo, pastel de óleo. grafite sobre papel
42cm por 59,4cm
1998 - 2018
ZMB

Aborto 2


'Aborto 2'
óleo, pastel de óleo e grafite sobre papel
59,4cm por 42cm (A2)
2006 - 2018
ZMB

A segunda versão do tema,
A primeira aqui:


(fotografia de época)


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Balada do louco

Balada do louco
Os Mutantes
''
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz

''

Compositores: 
Arnaldo Baptista / Arnaldo Dias Batista / Rita Carvalho / Rita Lee Jones Carvalho
Letras de Balada do louco © Warner/Chappell Music, Inc




terça-feira, 15 de maio de 2018

domingo, 13 de maio de 2018

A dialéctica materialista aplicada às argolas de livros impressos

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«Pois é, Giuliani» dizia-lhe eu «tu preferes dar o dinheiro a ganhar ao dono da loja de fotocópias em vez de a quem te ajudou a fazer o livro. Foi por isso que quando tu te queixaste à frente dele que precisavas de mim para imprimir o livro, eu disse que agora o ficheiro estava nas mãos do Paulo e já não precisavas mais de mim nem da pen...»
«Sim, o que vês de mal nisso? Não me queixei, eu disse a verdade, porque estás a falar assim?», diz Giuliani.
«Sim de facto disseste uma verdade, não é mentira nenhuma, mas agora já não precisas de mim, vais à loja, falas com ele e ele imprime-te os livros, mas olha que ele é ladrão...»
E expliquei ao Giuliani que da primeira vez que ele me deu os trinta euros para eu imprimir dez livros dizendo-me para ficar com o troco e eu fui lá negociar o preço ele levou vinte e seis euros por doze livros, «vou-vos fazer um preço de amigo para vos ajudar a ganhar dinheiro e a ter dinheiro nos bolsos», disse-me ele, «da segunda vez levei-te lá e ele levou vinte e nove pelos doze mas baixou para vinte e oito porque era o dinheiro que tu tinhas, e agora desta vez que lá fui e tu me disseste para lhe dar os trinta euros por doze exemplares como agradecimento pelo seu trabalho e disseste para eu ficar com dois para mim...», continuei eu a dizer « eu pensei: imprimo dez, prescindo das duas cópias que não consigo vender e fico com os trocos, ou seja, três ou quatro euros.
«Mas sabes, Giuliani, quanto ele me ia fazer pelos dez exemplares?, ele ia-me levar vinte oito euros por dez livros! É de ladrão: da primeira vez leva vinte e seis por doze, da segunda leva vinte e nove por doze mas faz o desconto para vinte e oito e da terceira vez porque tu lhe prometeste trinta por doze e eu só queria fazer dez... ele ia-me levar vinte e oito por dez, diz lá se ele não é ladrão, além disso ele é hipócrita, diz que nos está a ajudar e  cada vez leva mais dinheiro, pelo que eu lhe disse que afinal de contas o preço de custo unitário de doze livros a trinta euros compensava em relação aos dez por vinte e oito, e prescindi de ganhar dois euros e dei-lhe os trinta euros, percebes Giuliani?, eu não me borro por dois euros, repara que acabei por só te ficar com um dos dois exemplares, eu nem os meus livros de desenhos consigo vender facilmente, quanto mais o teu livro de poemas... Por isso te digo, não era melhor estares dependente de mim do que do Paulo? Quem te garante que ele não tem um amigo que vende livros e tos imprime e os vende sem tu saberes e sem alguma vez receberes qualquer cêntimo, eu nunca faria isso, eu não ando na vida para explorar os meus amigos...»
«Oh, eu disse tudo isto porque tu disseste que ele era boa pessoa...», defende-se o Giuliani.
«Sim, ele ao início era fixe, enquanto ele imprimia e encadernava nós estávamos a conversar, e cada um falou da vida passada de cada um e falei de ti, que és um poeta um pouco nas margens mas já não um marginal semântico, que vivias com dificuldades económicas mas que tens muito valor, que começaste a escrever poesia de intervenção ainda antes do Vinte e Cinco de Abril, e também que não te soubeste cuidar. Mas isto foi ao início, olha mais um pormenor: ele ao início estava a levar um euro e vinte e cinco pelas argolas e agora já as fazia por um euro e cinquenta e cinco, ora em dez argolas, já são três euros a mais. E não é só isso, ele não gosta das pessoas como nós...»
«Sim eu sei, ele é um pouco matarruano»
«É, ele ainda há dias estava a falar mal dos ciganos, a dizer que recebem o rendimento mínimo e não querem trabalhar, ele se soubesse que aqui todos nós nenhum de nós trabalha para um patrão, e portanto, no sentido cigano, também não trabalhamos e ainda recebemos prestações sociais de invalidez ou erre-esse-is... ah outra coisa, nunca lhe digas que fumas ganza, ele disse um dia que não dava dinheiro para a droga, eu por mim nunca mais lá vou, vou começar a ir a outra papelaria pagar as minhas contas.»
'

Claudio Mur

quinta-feira, 10 de maio de 2018

O arquitecto dos dias


'O arquitecto dos dias'
óleo sobre tela
70cm por 100cm
2018
ZMB a partir de William Blake

I am starting now to sell some paintings here as ZMB:
look into the image above. the first is
ZMB after William Blake 'O arquitecto dos dias'
Oil on canvas, height: 70cm, width: 100cm, without frame,

This painting is now SOLD. thank you!
I took inspiration from two images on a Blake's illuminated book called 'Europe, a prophecy'
On the bottom left side I painted a nightly vision of Porto, Portugal
--
I ship from Porto, Portugal. Prices don't include shipping,
Delivery in hand possible in Porto City Center.
Payment by paypal, bank transfer (or cash if delivered in hand)
My real name is Rui M. S. Lourenço, my email for contact is zmb_mur@yahoo.com

terça-feira, 8 de maio de 2018

Ego split


'Ego split'
óleo sobre pano cru
51cm por 46cm (com grade)
2007 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


O grito


'O grito'
óleo sobre pano cru
51cm por 43,5cm (com grade)
2006 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


Golden, santa and bird


'Golden, santa and bird'
óleo sobre pano cru
42cm por 34cm (com grade)
2006 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Cenas do Covil nº5


'Cenas do Covil nº5'
óleo sobre pano cru
80cm por 49cm (com grade)
1999
ZMB

Pintado em 1999 e recuperado com anacrosina e envernezido em 2018

Em 1999 o vermelho estava pintado como uma cor sólida.
Com o passar dos anos, este vermelho alterou a sua cor principalmente no topo.
Este ano, decidi ao recuperar este quadro não retocar o topo e manter a patine do tempo,
envernizando apena o resultado final após a aplicação da anacrosina.

Este quadro é o quinto desta série

e o terceiro a ser recuperado 
da humidade e fungos do Anexus 51 onde estiveram guardados.

Cenas do covil nº2
Cenas do covil nº3

(fotografia de época)


sexta-feira, 4 de maio de 2018

O príncipe alienado


'O príncipe alienado'
óleo sobre pano cru
26cm por 29cm (com grade)
2006 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


Narciso


'Narciso'
óleo sobre pano cru
32,5cm por 26,5cm (com grade)
2006 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


Janela de comboio


'Janela de comboio'
óleo sobre pano cru
30cm por 36cm (com grade)
2006 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


Figuras sem bigode


'Figuras sem bigode'
óleo sobre pano cru
29,5cm por 32,5cm (com grade)
2007 - 2018
ZMB

(fotografia de época)


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Os loucos tomam muitos comprimidos


'Os loucos tomam muitos comprimidos'
óleo sobre pano cru agrafado em grade de madeira
39cm por 35cm (em grade)
2009 - 2018
ZMB

The ritual mask


'The ritual mask'
óleo sobre pano cru
40cm por 36cm (em grade de madeira)
2007 - 2018
ZMB


Trabalho inspirado pela música de Peter Hammil com o mesmo nome:



Lyrics:

A Ritual Mask
Upon the wall
Furnishes his surroundings
And he thinks that's all

The Ritual Mask
Its power still strong
A memento of his travels
That he got for a song
He got it for a song
He got it for a song

It was the song of the centuries undisturbed
It was the song of secrets and power words;
It was the song of a culture not grown immune
To the virus of progress
To the theft of the tune

The Ritual Mask
The evil eye
Inhabits his apartment
Inhabits his mind
With a song of vengeance
With a song of a debt repaid
With a song of justice
With a song of a hand unstayed
With a song of a culture as old as the hills...
That sits uneasy on the living-room wall
Like a snake about to kill

The Ritual Mask
It won't take long
Before he finds out the bargain
Has turned out dreadfully wrong



(fotografia de época)