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sábado, 22 de setembro de 2018

Três quadros meus na parede da Galeria Cruzes Canhoto



(disponíveis para venda)

Enquadrados numa mostra de artistas outsider
com Idalécio, Damião Vieira, João Alves, Sátrapa, Monica Faverio e ZMB

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Os cogumelos do homem-aranha


'Os cogumelos do homem-aranha'
óleo sobre tela
80cm por 60cm
2017
ZMB

A partir destes desenhos em baixo:
o primeiro de 1998, o segundo de 2008

Comi ontem cogumelos mágicos



Fuck die spider man

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

A mesa do fado


'A mesa do fado'
óleo sobre tela
65cm por 80cm
2014 - 2017
ZMB

Descobri que a cor 'ivory black' é um preto usado para fazer misturas com outras cores.
Ao substituir o fundo laranja pelo preto que sempre usei, reparei que este tinha uma tonalidade baça,
ou seja, não era absolutamente preto. Disseram-me que eu deveria procurar um 'ebony black'.
Fui à loja de pintura habitual e perguntei
dos três pretos em venda: o marfim, o fumo ou o marte, qual deles seria o mais preto,
foi aí que me disseram que o mafim (que é branco apesar de eu pensar que ivory black era simplesmente 'preto da Costa do Marfim) era usado para misturas,
 e não estando o preto-marte disponível em óleo trouxe o preto-fumo.
De modo que repintei o fundo com 'preto-fumo' (lamp black)
deixando uma marca de ivory black para poder verificar a diferença de tom entre os dois pretos.
Com esta nova camada de preto, tornou-se mais imperceptível as marcas da torre
que tinha eliminado anteriormente.


(foto com fundo preto-marfim)
--
[em Setembro 2017]

Por sugestão de um potencial comprador, que me disse que a cor do fado é o preto,
substituí o fundo laranja, por preto com vestígios de vermelho-escuro.
Eliminei iguamente a torre que tinha uma luminosidade verde-alien
e que distraía e perturbava o observador.

(A fotografia tem algumas reflexões de luz vinda de uma janela virada a norte.
o preto engole a claridade e eu não tenho melhores condições para fotografar.
como em tudo, é preciso ver com os nossos próprios olhos e
não a partir de uma foto, a imagem fotografada dá apenas uma perspectiva incompleta da obra,)


-
[em Janeiro de 2015:]

Abro aqui uma nova etiqueta para colocar seis trabalhos
de algum modo relacionados com o fado.
Na verdade, pouco perccebo de fado
embora haja alturas de solidão em que gosto de o ouvir.
Para os puristas, este trabalho que aqui apresento 
não é fado
porque lhe falta uma viola para tocar o ritmo.





terça-feira, 26 de setembro de 2017

Os Mutantes da Cruzes Canhoto em 2017

Os Mutantes da Cruzes Canhoto em 2017 from zmb_mur on Vimeo.

Video description of the Gallery Cruzes Canhoto at Porto, Potugal.

From Júlia Côta’s devils (Barcelos, Portugal) to Henry Darger’s Vivian Girls (Chicago, USA), from the Songye Masks (DR Congo) to the Haitian Drapo Vodou, there is a virgin, raw and primitive world of magic, myth and fantasy waiting to be discovered.
 At Cruzes Canhoto we propose to embark on the adventure to unveil this fantastic universe of singular colours and shapes with origins in the deepest and remotest innards of human nature. Our journey is a passionate and intuitive one, indifferent to the conventions of the art markets and leaving ethnography and anthropology to its rightful owners.
 Cruzes Canhoto is not about art – it’s about life. Unique in its kind in the Iberian Peninsula, it gathers in the same space works of art brut, tribal art and folk art.

It presents two new exhibitions, from 23 September > 31 December 2017 + A couple of days:

a) IDALÉCIO – Metalúrgico Sexagenário
After the huge success of the 2016 exhibition, “D’Idalécio… Todos Temos Um Pouco” – a retrospective of the work of the artist from Aveiro, then unknown – Cruzes Canhoto presents a new exhibition of paintings and sculptures of Idalécio, this time with new pieces only.
See more:
http://cruzescanhoto.com/exposicoes/8-idalecio/

b) 7 APART
A collective exhibition that gathers drawings and paintings of seven outsiders belonging to the circle of artists of Cruzes Canhoto.
In addition to previously exhibited João Fróis, Daniel Gonçalves and Pedro d'Oliveira, the gallery presents for the first time the creations of Serafim, ZMB, Damião Vieira and Clara Probanza.
--

Galeria Cruzes Canhoto, Rua Miguel Bombarda, 452, Porto, Portugal

galeria@cruzescanhoto.com
cruzescanhoto.com
facebook.com/galeriacruzescanhoto
instagram.com/cruzes_canhoto

We open everyday at 10 am.
Sometimes at 11 am. Other times we don’t open at all.
We close at 7 pm.
Sometimes at 8 pm. Other times we don’t close at all
--

Text by Tiago Coen / Cruzes Canhoto
Video Rec and Edit by ZMB
Soundtrack to this video by Os Mutantes on the lp 'Os Mutantes' from 1968

domingo, 24 de setembro de 2017

Foto da exposição


(foto de Jorge Marques)

Da esquerda para a direita:

- Jorge Marques, o vocalista da mítica banda Tarântula, também pintor
- Arnaldo Macedo, pintor com quem me lembro de falar quando eu vendia aguarelas na Rua das Flores
- Damião Vieira, pintor e designer e um dos meus chefes no meu derradeiro trabalho com contrato antes de me reformar e dedicar em exclusivo à pintura
- eu-próprio ZMB em frente a dois dos meus quadros expostos.

De referir que Damião Vieira também está presente com quadros em acrílico nesta exposição.
Ele é detentor de uma técnica da qual tenho inveja e com quem muito aprendi,
além disso pinta uma 'arte pop com intervenção social'. Muito bom!


Mas o melhor da exposição foi mesmo ter conhecido a Redonda
É uma senhora mulher, muito bonita, elegante e com uns olhos fundos lindos
(não de morrer porque isso seria sinistro mas)
lindos de desmaiar em êxtase :)
Mais uma vez obrigado por teres vindo.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

As damas de Avinhão



'As damas de Avinhão'
óleo sobre tela
70cm por 100cm
2017
ZMB a partir de Picasso


Fiz algumas pequenas alterações desde que publiquei a foto em baixo:
o traço negro não estava balanceado no quadro, 
as damas do lado esquerdo não tinham 'linha de mama' :)

Este é o primeiro de vários quadros de versões em grande formato 
que estou a fazer por encomenda.
O próximo será 'A dança' de Matisse, já está no cavalete.


(fotografia há um mês atrás)


Le Tour de France in Ireland



'Le Tour de France in Ireland'
óleo sobre pano cru
90cm por 72cm
2007 - 2017
ZMB

Em 1998, a volta à frança em bicicleta passou pela Irlanda.
Em Cork, local de fim de etapa numa longa recta citadina,
o ambiente nas ruas era quase de assombro.
E depois quando eles passaram, trinta segundos depois,
a volta à cidade acabou. 
- Era só isto?, e fomos tomar chá.

Este ano, clarifiquei alguns pormenores,
 não porque a tela estivesse degradada pelo tempo, mas porque
havia partes mal pintadas e quase desleixadas --
sinónimo pelo qual o comprador chamou de aldrabão,
tendo-me dito para melhorar esses pormenores.
Fi-lo com todo o gosto, porque não sou aldrabão, apenas às vezes um pouco descuidado
 e porque considero este um dos meus melhores quadros.



(fotografia de época)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Caranguejos


'Caranguejos'
óleo sobre tela
70cm por 80cm
2001-2017
ZMB

Este quadro começou em 2001 por ser apenas a figura do casal a vermelho num fundo amarelo.
Na altura disse: -- Perfeito, não estragues, está acabado!
Um colega em 2002 pediu-me uma colaboração para uma edição em papel
e eu ofereci-lhe uma foto deste quadro. Nunca tive conhecimento se a foto foi usada.
Em 2007 comecei a pensar que podia dar mais vida ao quadro e enquadrei o casal numa sala
fraccionando o fundo amarelo, colocando uma janela, uma porta, quadros minimalistas na parede
e fazendo algumas sombras no casal vermelho.
Foi neste estado que o quadro foi apresentado em 2008 
na exposição em Miragaia, Porto no Púcaros Bar, 
que actualmente é um espaço para turistas petiscarem.
Na exposição conheci um casal, mais velho que eu, onde ela é pintora, 
soube que moravam perto da minha casa de família e ele perguntou-me porque dei eu o nome de
'Caranguejos' ao quadro. Eu expliquei que o símbolo Cancer do zodíaco
me parece ter algumas semelhanças com um 69 deitado.
Este ano, 2017, voltei ao quadro não só porque,
 devido às fracas condições de armazenamento, a cor se deteriorou, mas também porque
achei que podia dar mais conteúdo e melhorar o pormenor.

A frase inscrita no quadro é de Aleister Crowley.

(fotografia de época)


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dois fotógrafos


'O fotógrafo 1'
óleo sobre tela
41cm por 33cm
2001-2017
ZMB


'O fotógrafo 2'
óleo sobre tela
50cm por 40cm
2005 - 2014
ZMB

[texto escrito em Novembro 2014]

Num tempo em que ainda não se falava em selfies,
eu fotografei-me a preto e branco em frente de um espelho.
Dessa fotografia surgiu a base visual para pintar o primeiro fotógrafo
que repintei agora em 2017.
Mas a ideia não morreu aqui e a ela voltei em 2005 quando já imaginando
pintei o segundo fotógrafo (ver foto de época).
Mas a ideia não morreu aqui e em 2014 voltei ao quadro de 2005
dando-lhe um pouco mais de substância.

(fotografias de época)




--

Com estes dois trabalhos termino o exposição online
dos trabalhos apresentados na exposição
'ZMB na Casa da Horta' [em 2014] que termina igualmente hoje
na Rua de São Francisco nº12 (à ribeira) Porto

Um agradecimento
a tod@s que puderam ver estes trabalhos directamente no local.

adenda 2016:
O quadro 'O fotógrafo 2' pertence hoje a uma colecção particular
por intermédio da galeria Cruzes Canhoto

domingo, 14 de maio de 2017

O quarto da Mariana



'O quarto da Mariana'
óleo sobre tela
80cm por 60cm
2004 - 2017
ZMB

A Mariana gostava de Virgin Prunes.

Apresentado inicialmente em 2008 na Biblioteca Municipal de Gondomar
numa exposição colectiva de pintura organizada pela
'Argo - Artistas de Gondomar'

Este trabalho inspirou em 2008 o seguinte desenho
que por sua vez veio a inspirar a forma e cor final do mesmo trabalho.

Mariana

(fotografia de época)


terça-feira, 9 de maio de 2017

Fire Dance


'Fire dance'
óleo sobre tela
32cm por 24 cm
1996-2017
ZMB

Este quadro foi iniciado em 1996 pela noite dentro 
após ter assistido à seca de um sarau académico.
Foi a segunda tela que comprei
Parti para este quadro do nada
e com o sentimento de fazer algo para fugir 
à monotonia da vida social em que me inseria: 
a universidade.
No dia seguinte a namorada do meu colega de quarto
diz-me que as cores estão vivas.
E eu descubro que a pintura pode ser o meu plano de fuga.

A transformação digital de um desenho nele inspirado está aqui:
http://zmb-mur.blogspot.pt/2014/12/fire-dance.html

Este quadro serviu de referência
a este trabalho de técnica mista sobre papel:
http://zmb-mur.blogspot.pt/2015/12/a-danca-do-fogo.html


(fotografia de época)



terça-feira, 4 de abril de 2017

Exorcise [the brainwash]


'Exorcise [the brainwash]'
óleo e pastel de óleo sobre tela
45cm por 35cm
2000-2017
ZMB


Exorcise | Brainwash
Exorcisar [a] lavagem cerebral
um pouco como a dualidade amor-ódio
ultrapassar a parede da mente para
por meio do seu contrário
me transformar em algo novo mais estruturado

Quando me lembrei de fazer desenhos para o livro Kcoillapso,
desenvolvi também o objectivo de pintar
quadros em tela para acompanhar o livro --
uma tela por cada capítulo, cada letra.
não cheguei a fazer um quadro por cada capítulo e como em muitos outros casos
a ideia por detrás-dos-montes perdeu-se no tempo,
devido em parte à imagem pictórica ter sido desenhada em estado alienado
ou em mente fracturada pela psicose,

Exorcise -- purgar um sentimento mau, transformando-o em algo
pelo menos mais coerente, articulado, o mais saudável possível.
Brainwash -- transformar por esquecimento um pensamento 
em algo novo totalmente diferente.


(fotografia de época)


'
Décima segunda personagem:
Chego ao Gungunhana e peço um café. Ainda não compreendo os objectivos a atingir, qual é a tua escada? Os teus planos? Mostraste-me os teus planos para a capa no entanto. Tem que ser absolutamente negra mas de um negro veludo com muito ouro, conterá o símbolo de um meio homem ardente de desejo crucificado e envolta na cor sangrento vermelho, irradiando chamas por entre estações de lua nova ou eclipses cíclicos onde ela não está como sempre não esteve, sempre teve medo, serão as aparências? Que fazer? For I was yours and I am yours, and I will be yours till death.
Décima terceira personagem:
É mais fácil dizer do que fazer aquilo que se diz e é mais fácil escrever que dizer tudo o que se deseja dizer a alguém. Escrever permite parar e pensar em cada palavra, analisá-la, retirar-lhe a forma, ficando a realidade ou então retirar-lhe o sentido tornando-se abstracta, uma mera forma poética. Em suma, esquecer-me das palavras. Escrever permite procurar a melhor metáfora porque o tempo de reacção a uma pergunta é infinito e, sobre este ponto de vista, escrever não passa de um monólogo de alguém ao espelho com várias vozes, representações de si próprio. Escrever é uma mentira porque é difícil escrever toda a realidade que se vive, porque não há tempo, porque é difícil de admitir todas as verdades. Então, por isso contam-se meias verdades. São modos de apaziguar todos os que vivem como parasitas dentro do Eu, quantas vezes não perturbam outros que nada têm a ver com a realidade onde vivem. O que são então as metáforas que se escrevem? Será necessário influenciar os outros? É tão impossível controlar mentalidades e modos de agir, nem podemos ter tempo para isso. It never happens. Um livro não deverá influenciar ninguém ao ponto de se viver em função dele. O que será mais importante? Haverá incompatibilidade entre sensibilidade e inteligência? Que dizer das tuas opções? O teu eu inicial desapareceu sozinho, transfigurou-se. Eu cá estou, tenho este emprego do qual gosto, ouço rádio, faço uma data de coisas para aprender que existem seres normais, sensíveis e inteligentes, para que não esqueça o mal que causei e para que R. pinte céus menos académicos.
Décima quarta personagem:
Há dias tive uma revelação passando-se numa barbearia. Só via a minha cabeça e o belo corpo da cabeleireira ruiva. A minha cabeça parecia um disco voador castanho escuro com uma pequena franja loura à frente. Lembrei-me logo do que aquilo queria dizer. Ela disse: Like this you look like a priest. Eu digo: or like a saint.
'
Claudio Mur

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

La bella dona


'La bella dona'
técnica mista sobre papel
59,4cm por 42cm
2008-2016
ZMB

Costuma-se dizer que para os «malucos» só há duas hipóteses:
o manicómio ou o misticismo.
Vozes mais informadas acrescentam a via da poesia,
ou qualquer outra arte ou passatempo criativo.
No meu caso é a pintura.

Neste trabalho, registo uma minha memória passada.

Há na música a Suzi Quatro (ver wiki),
a quem, penso, os Creedence Clearwater Revival dedicaram
Suzie Q ( https://www.youtube.com/watch?v=1mxaA-bJ35s )

Eu tive durante algum tempo a Suzy V: La bella dona