sábado, 10 de setembro de 2016

Boas vibrações


Álvaro, the great


'Álvaro, the great'
Desenho a lápis de grafite, digitalizado a preto e branco
tamanho A5
2016
ZMB

Álvaro toca temas de guitarra clássica,
entre várias melodias toca aquela que os Doors adaptaram em 'Spanish Caravan'.
Tem igualmente uma banda de heavy metal !!

O desenho por detrás do Álvaro é um grafiti do artista Costah.
Este desenho foi feito por observação de uma foto tirada na Rua das Flores.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Ignorava que não é necessário ter dinheiro para ser rico

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Adquirira o hábito de olhar à minha volta, de observar as pessoas com quem me cruzava na rua, no metro, na tasca onde fazia as minhas refeições do meio-dia. Que é que via? Caras tristes, olhares fatigados, indivíduos desgastados por um trabalho mal pago, mas obrigados a fazê-lo para sobreviver, apenas podendo dispor do mínimo essencial. Seres condenados à mediocridade perpétua; (...) Seres que conhecem o futuro por não o terem. Robôs explorados e paralisados, respeitadores das leis, mais por medo do que por honestidade moral. Submissos, vencidos, escravos do despertador. Eu fazia parte deles por obrigação, mas sentia-me estranho àquela gente. Não aceitava. Não queria que a minha vida estivesse previamente resolvida, nem que fosse decidida por terceiros. Se às seis da manhã tivesse vontade de fazer amor, queria ter tempo de o fazer sem olhar para o relógio. Queria viver sem horas (...). Eu queria «ter tempo para viver», e a única maneira de lá chegar era não ser escravo dele. Sabia como a minha teoria era irracional, que era inaplicável como fundamento de uma sociedade. Mas o que era essa sociedade sem os seus belos princípios e as suas belas leis?
Aos vinte anos, mandara-me ela fazer a sua guerra em nome das liberdades, esquecendo-se simplesmente de me dizer que com a minha acção entravava a dos outros. Em nome de quê me dera ela o direito de matar homens que eu nem sequer conhecia e que noutras circunstâncias poderiam tornar-se meus amigos? Essa sociedade servira-se de mim como um peão, aproveitando-se da minha juventude e da minha inexperiência. Criara apenas um falso ideal em nome da «honra da pátria»... Servira-se da minha violência interior e explorara-a para fazer de mim um bom soldado, um bom matador. Via-a, essa mesma sociedade, indiferente à morte dos jovens que morriam em nome da pátria. Comia, arrotava, fodia e dormia na maior das calmas. A sua guerra era longe, estava-se nas tintas, desde que os dissabores não lhe tocassem de muito perto. (...) A sociedade enganara-me ao fazer-me arriscar a pele por uma falsa causa. Entregara-me à vida civil sem se preocupar com as sequelas que essa guerra deixara no meu psiquismo. Portanto, eu ia atirar-me a ela e fazê-la pagar o preço do que havia destruido em mim. Sabia que ao recusar as suas leis, ao recusar-me a seguir o rebanho, ia, mais cedo ou mais tarde, pagar muito caro. No entanto, friamente, conhecia todos os riscos que uma vida marginal podia acarretar para mim e aceitava previamente pagar o respectivo preço. Estava a suicidar-me socialmente. Talvez a minha ideia de felicidade fosse falsa. Ignorava que o homem que ganha pouco fica feliz por ter ganho esse pouco pelo seu trabalho; que não é necessário ter dinheiro para ser rico; que o facto de não ter tempo dá ainda mais sal à vida quando se pode aproveitar um momento de lazer; que criar um lar e ver viver os filhos gerados por nós é a base de uma verdadeira e sã felicidade; que o heroísmo talvez seja justamente fazer face à vida e aos seus problemas. Não sentia nada disso. (...) Queria tudo, mas repudiando o trabalho como se fosse uma doença vergonhosa. (...) Sim, aos vinte e três anos ia fazer do crime uma profissão. Sabia-o, porque assim o decidira. (...) Essa determinação ia conduzir-me ao topo e fazer de mim «o inimigo público número um»  de dois países: a França e o Canadá.
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, página 76-79

Jacques Mesrine
'O instinto de morte, autobiografia de um fora-da-lei'
Edição Antígona

terça-feira, 6 de setembro de 2016

You haunt me



The Lounge Lizards are a jazz group formed in 1978 by saxophone player John Lurie.

Initially a tongue in cheek "fake jazz" combo, drawing on punk rock and no wave as much as jazz, The Lounge Lizards have since become respected for their creative and distinctive sound.

domingo, 4 de setembro de 2016

Uma rapidinha na Feira do Livro do Porto

Não cheguei nem sequer a metade da feira,
Mal cheguei à banca da Utopia, parei e não avancei mais.
Comprei e voltei atrás para resgatar um livro na Antígona.
Ao todo, gastei 21.5 euros.
Os livros comprados foram:

O instinto de morte -- autobiografia de um fora-da-lei, Jacques Mesrine
Madame Edwarda, O morto, História do olho, Georges Bataille
Na corda bamba, Saul Bellow
Memórias de um ex-morfinómano, Reporter X


Para o ano há mais!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016