Díptico enquadrado no photoshop
sábado, 14 de outubro de 2017
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
O funâmbulo segue em frente e desenha o futuro
'O funâmbulo segue em frente e desenha o futuro'
óleo sobre tela
80cm por 60cm
2017
ZMB
(A partir deste desenho de 2002)
Este desenho foi realizado nos meses que antecederam a minha terceira hospitalização.
Desenhei no verso de uma página de um livro fotocopiado.
Este e mais outros desenhos estiveram esquecidos até este ano de 2017.
Este ano reparei que este desenho, lendo-o de baixo para cima, poderia ter o título:
O passado, o presente e o futuro;
sendo que o presente se referia ao ano de 2002.
O presente na corda-bamba, o funâmbulo seguindo o seu caminho por entre o caos.
O futuro ser passar o tempo a desenhar, a pintar, ou qualquer acto de criação com as mãos.
O passado seria os anos de aprendizagem e a oscilação de emoções durante a universidade.
O passado pensei-o uma vez quando disse a uma namorada que a minha vida era uma seca,
demasiado estável, sala de aula, casa, bilhar com a namorada, etc, poderia estar hoje casado com ela
caso ela não me tivesse mandado passear.
Nessa conversa, e que mais tarde transformei em conto, eu falei-lhe do preço justo,
do quanto é justo pagar para obter algo, qualquer conforto, qualquer coisa: food vs. price,
imaginei um talho e uma balança, de um lado, os bifes e do outro lado, os pesos, os dólares.
Neste desenho pus, na parte inferior, uma balança e do lado direito,
a oscilação, o comboio, a natureza ingénua do campo, a morte do amor;
e do lado esquerdo a grande cidade
(ver pintura em cima e os arranha-céus no lado inferior esquerdo, inspirados no trabalho de
Little Annie e seu livro 'Meditation in chaos')
e o preço a pagar pela 'island of love'
Penso que esta metáfora, que eu desenhei num estado de quase-louco,
se cumpriu no Tempo com apenas ligeiras diferenças.
O futuro que eu previa em 2002 cumpriu-se em 2017.
Passo hoje o meu tempo a pintar.
Valeu a pena ser teimoso e nunca desistir.
domingo, 8 de outubro de 2017
Já não tenho motivos para deixar de pintar.
Uma amiga,
antes de partir de avião para o que não sei definir
se como uma aventura gangsta-romântica ou um acto de caridade
envia-me a mensagem seguinte,
uma simples mensagem do facebook, daquelas que pretendem ser virais,
(anda praí a gripe dos afectos)
A vida na terra é uma passagem, o amor uma miragem, mas a amizade é um "fio de ouro" que só se quebra com a morte. Você sabe? A infância passa, a juventude a segue, a velhice a substitui, a morte a recolhe. A mais bela flor do mundo perde sua beleza, mas uma amizade fiel dura para a eternidade. Viver sem amigos é morrer sem deixar lembranças. Envie a quem vc tem amizade e para mim se eu fizer parte de suas amizades.
e eu dou por mim a devolver-lhe a mensagem
sabendo que esta amizade,
e a sinceridade para lá das palavras que se partilham em cadeia no face, vale platina.
É bom saber que não estou sozinho.
Ter uma amiga é melhor que ter uma esposa.
A gente não desculpa as pequenas mentiras a uma esposa que se sente constrangida a esconder.
A amizade é partilha,
é maior que só o sexo, a cozinha e a obrigação de pagar contas
a que se resumem ao fim de algum tempo as ligações com anel oficial.
Estou bem com o mundo.
Não sinto já, com raras excepções, o mundo como uma ameaça.
Não sinto já a necessidade de ameaçar como auto-defesa.
Estarei curado da paranóia que me diagnosticaram?
Sinto-me lúcido, é tudo, eu e ela estamos para lá do ciúme,
e quando os nossos caminhos se encontram fazemos a festa
como se não nos víssemos há anos,
e tirando uma família ranhosa de vizinhos
os restantes são, como se diz, Top e multiculturais.
Já não tenho motivos para deixar de pintar.
Até ao próximo post, caros leitores!
adenda: este artigo que acabo de ler:
https://www.dn.pt/sociedade/interior/voltar-a-ser-pessoa-depois-de-estar-fora-da-vida-8826689.html
adenda: este artigo que acabo de ler:
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