sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Três trabalhos em madeira

realizados em 2008
envernizados e emoldurados em 2018


'As 4 amiguinhas'
óleo sobre madeira
26,5cm por 27cm (com moldura)
2008
ZMB


'Na cabeça só piroca'
óleo sobre madeira
28,5cm por 27cm (com moldura)
2008
ZMB

Este título referencia o verso de uma música de Buraka Som Sistema


'Xarutitando'
óleo sobre madeira
27cm por 27,5cm (com moldura)
2008
ZMB

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Cristo, perdoa-me porque sou cego, nº1


'Cristo, perdoa-me porque sou cego, nº1'
técnica mista sobre papel
58cm por 44cm (com moldura)
1998
ZMB

Em 1998, eu estava a trabalhar na Irlanda
e andava a ler um livro de Kenneth Clark chamado 'The nude',
ao mesmo tempo pesquisava na biblioteca universitária,
ao ver uma pintura de El Grecco num livro,
retirei dela um detalhe para fazer um segundo quadro baseado neste tema:



sábado, 13 de janeiro de 2018

A vision of XeR


'A vision of XeR'
desenho a pastel sobre papel colado em cartão canelado, 
38cm por 48cm (com moldura)
2008 
ZMB

(fotografia de época)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

From her to eternity



'From her to eternity'
óleo sobre placa de baquelite
51cm por 40,5cm (com moldura)
2008 - 2017
ZMB







quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A Vontade de Ordem

'
Pode definir-se a ciência como a redução da multiplicação à unidade. Ela procura explicar os fenómenos diversos da natureza, ignorando a especificidade de acontecimentos particulares, concentrando-se naquilo que têm em comum e, finalmente, deduzindo uma espécie de «lei» que nos permite compreendê-los e lidar com eles. Por exemplo, as maçãs caem da árvore e a Lua move-se no céu. As pessoas observam estes factos desde tempos imemoriais. Como Gertrude Stein, estavam convencidas de que uma maçã é uma maçã é uma maçã, enquanto a Lua é a Lua é a Lua. Coube a Isaac Newton perceber o que estes fenómenos muito diferentes tinham em comum e formular uma teoria da gravitação nos termos da qual certos aspectos do comportamento das maçãs, dos corpos celestes e de tudo o resto no universo físico podiam ser explicados e abordados em termos de um único sistema de ideias. Com este mesmo espírito, o artista parte das inúmeras diversidades e especificidades do mundo exterior, bem como da sua imaginação, para lhes dar um significado dentro de um sistema ordenado de padrões plásticos, literários ou musicais. O desejo de impor ordem na confusão, de gerar harmonia a partir da dissonância e unidade a partir da multiplicidade é uma espécie de instinto intelectual, um impulso primário e fundamental do espírito. Nos domínios da ciência, da arte e da filosofia, os mecanismos daquilo que posso designar como «Vontade de Ordem» são sobretudo benéficos. É verdade que a vontade de ordem produziu muitas sínteses prematuras com base em indícios insuficientes, muitos sistemas absurdos de metafísica e biologia, muita confusão pretensiosa entre ideias e realidade, entre símbolos e abstrações para os dados da experiência imediata. Mas estes erros, ainda que lamentáveis, não são muito prejudiciais, pelo menos directamente - embora por vezes aconteça que um mau sistema filosófico possa ser nefasto de maneira indirecta quando é utilizado como justificação para actos insensatos e desumanos. É no âmbito social, no domínio da política e da economia, que a Vontade de Ordem se torna realmente perigosa.
Aqui, a redução teórica de uma multiplicidade difícil de gerir a uma unidade compreensível transforma-se na redução prática da diversidade humana à uniformidade sub-humana, da liberdade à servidão. Em política, o equivalente de uma teoria científica ou sistema filosófico plenamente desenvolvidos é uma ditadura totalitária. Em economia, o equivalente de uma obra de arte é uma fábrica a funcionar sem incidentes, em que os trabalhadores se encontram bem adaptados às máquinas, A Vontade de Ordem pode converter em tiranos os que apenas pretendem pôr cobro à confusão. Utiliza-se a beleza da ordem para justificar o despotismo.
'

páginas 45-46

'Regresso ao admirável mundo novo'
Aldous Huxley
tradução de Luis Leitão
edição Antígona