sábado, 30 de dezembro de 2017

Adoração

Quem me conhecer, saberá do quase fetiche que tenho pela voz feminina e pela cantora
mas
se nos anos 90 as minhas preferidas eram a Diamanda Galás e a Kim Gordon
hoje (com 44 verões vividos)
se escolhesse alguma por quem posso dizer que tenho algo definido como
'adoração' seria a 
Meredith Monk



Quanto ao meu natal:

dei um livro de desenhos meus a minha mãe,
dei um livro de desenhos meus ao Benjamim,
não consegui entregar a prenda à Jê (o novo imperador não deixou)

recebi de minha mãe meias térmicas e uma manta
recebi de minha irmã um livro de Aldous Huxley
recebi de mim próprio como prenda uma cópia em vinil deste disco:
https://www.discogs.com/Meredith-Monk-Book-Of-Days/release/1831578

Às vezes não é tanto o que se gasta mas aquilo que se recebe.

6 comentários:

  1. a Jê...
    lamento, percebia-se tanto a tua calma, a tua alegria, a tua/vossa criatividade conjunta.

    yet,
    a vida move-se e eu quero deixar-te votos de um 2018 belíssimo, exactamente como o queiras :)

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    1. A situação foi caricata, uma situação impossível para ela gerir, e eu perante a sua aceitação do «vais-te arrepender» dito pelo novo imperador (ela gosta de patrões e eu nunca serei um patrão) que me impediu presencialmente de lhe entregar a prenda... eu vim-me embora despeitado, no fundo ela prefere-o a ele, prefere quem lhe imponha autoridade porque assim também pode exigir.

      aquilo que tu dizes no teu blog de ter um companheiro/a mais que um/a amante pode ser belo mas nenhuma companhia resiste à ausência de sexo,
      de modo que foi bom enquanto durou.

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  2. err,
    eu não falei, em momento algum, na ausência de sexo, só referi, em subentendido, que ter amantes é 'fácil', mas se torna, se for só nisso que consiste uma relação, absolutamente fastidioso.

    naquilo que referes sobre a Jê, não sei até que ponto «prefere quem lhe imponha autoridade porque assim também pode exigir»: provavelmente, imaginaste. Quem é/gosta de autoridade alheia, em regra, não faz exigências, só queixumes, como quem exige. A diferença é abissal. De

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  3. (cont.)
    De resto, uma relação digna do nome (seja ela qual for) não admite autoridade de nenhuma das partes, ou seja, companheirismo = 0.

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    1. Eu continuo a pensar que o que eu tinha com ela era belo apesar do sexo ter começado a rarear.
      O que ela tem com este novo imperador provavelmente não será, segundo o que ela me disse, sexo, ele arranjou-lhe o emprego, é amigo e trabalha com o patrão dela, de modo que lhe propôs primeiro trabalho, depois gostou do seu modo de trabalhar e acabou a propôr-lhe casamento mais um ramo de flores (isto não é ficção)

      e ela aceitou as flores e ficou indefenida em relação à boda, de modo que para o novo imperador eles estão noivos. e essa ilusão dele fê-lo crescer perante mim e obrigá-la a não receber a minha prenda.

      eu devia ter partido a cara ao palhaço, mas ela provavelmente perderia o emprego e eu teria igualmente problemas,
      isto não faz de mim menos covarde,
      mas eu não vou forcá-la a ficar comigo, nem vou lutar por ela com outro, ela escolheu

      não tenhas ilusões Alexandra: eu não tenho condição económica, nunca serei nem quererei ser patrão ou impôr autoridade, para mim tem que ser «meio-meio» eu já escrevi sobre este termo, e é o que tu escreves neste teu comentário ao qual respondo.

      e o teu natal foi bom?
      boas entradas :)

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  4. ei, se ele é um palhaço, já tem o rosto partido...
    nada de violência extra que, como bem sabes, só comporta vagões de mais violência.

    e sim, não se luta por alguém, isso tresanda a romance da treta. Ou ambos querem, ou acabou. E calma :)

    ____________
    Os meus natalóides são, a cada no que passa, mais diferentes que os que os antecederam. A família está em mutação, agora com gente "de fora", o que é uma riqueza fabulosa, mais duas gémeas incrivelmente inteligentes, luso + anglo, e a minha neta de 7 meses, ainda no ventre de sua mãe :)

    Há diferença, gosto dela, muito, sempre gostei :D

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