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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Desenhei-a sentada num banco


'Desenhei-a sentada num banco'
Pastel de óleo e caneta sobre papel
42cm por 37cm (com moldura)
2013
ZMB

Este ano de 2018 substituí a moldura e dei-lhe uma margem de cartão.

(fotografia de época)


'
Em aflição de hipertexto e cliques na open word online, se eu te quiser ven­der este poema como meio de tu mesmo me justificares e o leres como uma súplica de carinho, orgasmo e intoxicação… e se tu aceitares esse valor com confiança… eu serei hoje salvo e nuit aujourd’hui insónia nenhuma assassi­nará o meu id e o sono será refrescante, não haverá sonhos em que a súcuba me trinchará o sexo nem verei meu rebento filho dormindo sobre seu avô, três gerações de mortos, adoradores de kali, yantras for you I will deliver in a minute sleep mais tarde credo, em noites de facas longas tendo-te como sócia, beijo?
'

página 99
"Contos de fadas de Manuelle Biezon"
Claudio Mur
https://archive.org/details/zmb_mur_FairyTalesByManuelleBiezon

terça-feira, 5 de setembro de 2017

As novas desilusões da cor


'As novas desilusões da cor'
óleo sobre tela
40cm por 30cm
2000 - 2017
ZMB

( foto em 2014 )


Este trabalho faz parte da exposição 'ZMB na Casa da Horta'

Uma fotografia de época e num dia de sol:



Alguns dos meus quadros têm por título
o título de capítulos do livro em que andava a trabalhar na altura
e que na minha ilusão seria 'grande'.

O ficheiro html do texto 
ao qual este quadro pretende corresponder está aqui
(No final do ficheiro existem links para o pdf e para a versão inglesa)
Nota: este link terminará em Dezembro de 2014.

O texto pode agora ser lido aqui:
http://zmb-mur.blogspot.pt/2017/09/as-novas-desilusoes-da-cor-por-claudio.html


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dois fotógrafos


'O fotógrafo 1'
óleo sobre tela
41cm por 33cm
2001-2017
ZMB


'O fotógrafo 2'
óleo sobre tela
50cm por 40cm
2005 - 2014
ZMB

[texto escrito em Novembro 2014]

Num tempo em que ainda não se falava em selfies,
eu fotografei-me a preto e branco em frente de um espelho.
Dessa fotografia surgiu a base visual para pintar o primeiro fotógrafo
que repintei agora em 2017.
Mas a ideia não morreu aqui e a ela voltei em 2005 quando já imaginando
pintei o segundo fotógrafo (ver foto de época).
Mas a ideia não morreu aqui e em 2014 voltei ao quadro de 2005
dando-lhe um pouco mais de substância.

(fotografias de época)




--

Com estes dois trabalhos termino o exposição online
dos trabalhos apresentados na exposição
'ZMB na Casa da Horta' [em 2014] que termina igualmente hoje
na Rua de São Francisco nº12 (à ribeira) Porto

Um agradecimento
a tod@s que puderam ver estes trabalhos directamente no local.

adenda 2016:
O quadro 'O fotógrafo 2' pertence hoje a uma colecção particular
por intermédio da galeria Cruzes Canhoto

quinta-feira, 17 de março de 2016

Prometeu


'Prometeu'
óleo sobre tela
32cm por 24cm
1996-2016
ZMB


(fotografia de época: 2014)

Uma fotografia de época em baixo.
Pode-se verificar por comparação a passagem do tempo.
A cor preta torna-se cinzenta e quase brilha se um flash é aplicado.


'Prometeu'
(fotografia de época)

Oficialmente o meu primeiro quadro.
Pintado de improviso numa aula de inciação à pintura
através de um curso da associação académica da univ. aveiro.

Este quadro é uma imagem que mostra a minha confusão entre
o mito de Prometeu e o de Sísifo.
A figura verde segura uma bola laranja
que parece um rochedo
mas que parece, também, um sol, um fogo roubado aos deuses.

Lembro-me que, em 1996, eu andava a ler Camus mas,
apesar de querer ler o seu Mito de Sísifo e
de conhecer uma paráfrase da primeira frase,
nunca li este importante trabalho.

Recordo também, uma vez em casa com alguns colegas,
chegarmos a discutir o título: nesta democracia não havia consenso.
O pintor dizia um título, o amigo dizia outro, um terceiro dizia que nem o pintor nem o segundo tinham razão e o quarto, calado, dedilhava uma guitarra.

Este último colega foi o modelo deste desenho em baixo:

You do disappoint me my lad, you disappoint me.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Figuras em molduras encontradas no lixo


'Uma figura'
óleo sobre pano crú
27cm por 22cm
2006
ZMB


'Sem título'
óleo sobre pano crú
32cm por 38cm
2006
ZMB

Fotos de época, 
antes de polir e envernizar,



Estes dois trabalhos estão presentes na exposição
'ZMB na Casa da Horta'
Rua de São Franscisco nº12, Porto
 3ª-Sab, 12h-24h
Novembro de 2014

O preço de cada um destes trabalhos no local de exposição é de 30€.
Após o términus desta, o preço será acrescido de portes de correio.
Também posso entregar em mão na zona do Porto.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

He doesn't like what he sees


'He doesn't like what he sees'
óleo sobre tela
40cm por 30cm
2007
ZMB


Do mesmo trabalho uma fotografia de época:



'Vê-se cacos de janela, reflexos de luz e olhares cruzados.'

Hoje a ironia deu por mim a pensar enquanto ia passeio acima buscar o jantar para logo:
O que está a dar é montar uma banca com prospectos em tons elécricos e mostrar uma gravata, gel no cabelo, um bom fato e uma voz de barítono, ser bem-educado para quem nos cumprimenta, e quando nos fizerem perguntas de circunstância levantar o queixo e franzir os olhos e dar a impressão que se pensa no assunto e se sabe qual o caminho a seguir.
- É um senhor, é como a merkle, vai arrumar com a escória dos que não querem trabalhar!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Scuascraamo


'Scuascraamo'
óleo sobre tela
40cm por 40cm
2000 - 2014
ZMB 

Este quadro faz parte da exposição actualmente a decorrer 
na Casa da Horta.
Estou a colocar aqui nesta etiqueta os onze quadros expostos:

Este quadro é uma representação visual de um poema com o mesmo título.
Escrevi este poema por alturas de 1993/1994 debaixo do meu primeiro pseudónimo: Zombie,
foi publicado originalmente num folhetim em papel chamado Airf Auga 
lançado em Aveiro pelas Produções Ganza.
Viria mais tarde a ser incorporado num capítulo do livro Kcoillapso de Claudio Mur, 
eu próprio as Edições Cassiber.

'
Senta-te em cima de um penhasco
e pensa
Convolui-te com a tua mente
Ultrapassa a fronteira
Atira-te
e recorda
Sente os teus conhecidos
Chorando por ti rezando pela tua alma
Recorda o teu passado
pensa nas boas e más acções
Admira os teus momentos de felicidade
e chora
A sorte não te premiou como devia
Mas não te esqueças
Os mortos também dançam
'


É sempre fácil a posteriori arranjar explicações para os factos ocorridos.
São às vezes estas construções da mente que ordenam causas e eventos numa lógica que faz sentido ou aonde às vezes o mínimo grão de impureza na realidade, na verdade dos factos ocorridos, reforça a lógica. Mesmo que esta seja absurda faz sentido.

Facto 1: escrevi este poema ao ouvir as primeiras três faixas do álbum 'Spleen and Ideal' dos Dead Can Dance.
Interpretação: 'tás a cometer um homicídio por incitares ao suicídio. é como te dizerem 'então mata-te'

Facto 2: nunca tive atitudes homicidas, sou mais de prevenir qualquer probabilidade de luta, às vezes calando-me às vezes vindo-me embora para ficar sozinho. quando estou sozinho imagino-me em cima do penhasco a gritar o seu nome.
Interpretação: o que te falta é foderes a tromba ao próximo palhaço que se aproximar de ti!

Facto 3: escrevi a imaginação de um suicídio por interpretação textual do som vindo dos headphones.
Interpretação: as palavras anunciavam que iam deixar de ter valor, era preciso agir, passar das palavras aos actos, não é isso a revolução?

 Facto 4: a minha psiquiatra diz que as causas da minha esquizofrenia são um mix e que é sem dúvida uma construção a posteriori o facto de pensar que me matei para ter matéria para escrever,
Interpretação: então eu disse-lhe que antes de me atirar já eu escrevia sobre loucura e suicidío e causas sociais, estudantis, amorosas, familiares... é como se houvesse uma maldição tornada real, como se eu prevesse o destino.

Facto 4: eu sobrevivi a atirar-me de um comboio em andamento em plena noite de janeiro, cai na escuridão de um monte de silvas e poucas pedras, foi a minha sorte. não sei quantos segundos estive de olhos fechados, quero dizer que houve um blackout momentâneo, depois abri os olhos e vi as estrelas e fui introduzido lentamente ao longo dos anos no sistema.
Interpretação: ao teres ganho coragem para te atirares para um escuro aleatório, ao desejares a morte até esta te foi negada, foi preciso lidar com o supremo falhanço.

Os dias de hoje: estou vivo, sobre vivo ou morto vivo eu sangro todos os dias lentamente mas não morro hei-de morrer um dia mas não amanhã e enquanto estiver vivo hei-de viver o melhor de todos os possíveis que conseguir atrasando o sangrar, apressando a cura acredito que quando o dia chegar hei-de estar vermelho que nem um cravo, até lá estarei curado porque sei o que não quero para mim.




terça-feira, 4 de novembro de 2014

Unica Zürn


'Unica Zürn'
óleo sobre pano crú
40cm por 40cm
2014
ZMB

Comecei este quadro do nada,
ou seja, sem uma ideia pré-formada para pintar.
À medida que ia dando relevo e cor à superfície rugosa do pano
comecei a ver que estava pintando as mãos de um pescador
usando como isco homens que ao mesmo tempo 
pareciam subir para uma prancha e mergulhar na piscina-rio
debaixo do olhar de uma nuvem-rosto.
Durante os dias de pintura ia lendo 'O homen jasmin' e 
apercebi-me de uma frase do livro
em que Unica Zürn escreve tomar às vezes consciência 
de haver certos momentos sem explicação 
onde os nossos pensamentos, os nossos actos serão anti-sociais.

Este quadro integra a exposição 'ZMB na Casa da Horta'
aberto: Terça a sábado, 12h-24h em Novembro
Rua de São Francisco nº12 (à ribeira) Porto


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Exposição de pintura


Vou ter uma exposição individual 
durante todo o mês de Novembro 2014
na Casa da Horta,
um restaurante vegetariano na ribeira Porto.

A morada é:
Rua de São Francisco nº12 Porto

O endereço electrónico da Casa da Horta 
onde poderão consultar as diversas actividades propostas é:

Foi também criado um evento facebook:

Apareçam já hoje, os quadros já estão na parede.
Hoje é noite da francesinha vegetariana, amanhã jantar de feiticeiras.
Até lá.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pokemon


Pokemon
óleo sobre pano crú
52cm por 62cm
2013
ZMB

Em 2013 voltei a pintar com vontade.
Comecei este quadro a partir das rugosidades da superfície do pano.
Ao longo dos dias fui intuindo um diálogo impossível
entre o pintor e a médica a quem fala deste trabalho:

'
- E o que tens a dizer sobre este quadro, recordas-te que estamos a ouvir cheriecherie dos suicide?
- Ainda não está acabado mas admitindo que a personagem central de olhos vermelhos e oblíquos se chama pokemon, ele ou ela está no meio do mundo e o mundo do meio com a mesma pele de pokemon afasta pokemon que fuma e do seu fumo esvoaça uma presença baby I love you azul que sai fora do esquema de cores e essa prisca na boca de pokemon é ao mesmo tempo o olhar clínico de uma parte de pokemon que o olha de fora para dentro tal como o mundo do meio e até o ar tem olhos quando pokemon é empurrada para fora do meio do mundo do meio.
- Então se o mundo está contra pokemon e se tu és pokemon, qual é a parte de ti que não sente orgulho em ser pokemon?
- Não sei bem doutora, talvez o meu resíduo fascista, talvez aquilo que vocês chamam de a autoridade do superego. Compreenda, eu não quero ser pai mas estou cheio de reis sebastiões na estante e princesas anas na estante ou no cavalete...
'
, página 110
"Contos de fadas de Manuelle Biezon"
Claudio Mur