quinta-feira, 28 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
ZMB & Sanea Vluis - Sms calls to love
'Sms call to love'
faixa 08 do álbum 'IRABCDJOL 8'
2010
ZMB & Sanea Vluis
Ser este álbum uma co-realização é um eufemismo.
Ela foi mais um membro honorário da banda
a quem, com um microfone e dispositivos bluetooth,
lhe saquei sons e vozes
além de utilizar as suas mensagens de texto por telemóvel.
De qualquer modo e apesar de toda a miséria que vivemos
prefiro conservar, mesmo que já sem saudade,
o sucesso dos bons momentos, o amor que passámos:
a primeira audição conjunta deste álbum foi útil
para que na altura fizéssemos mais uma vez as pazes
e, sendo esta a última faixa do cd,
no seu início já estávamos debaixo dos lençóis.
sábado, 23 de agosto de 2014
Peter Gabriel & Kate Bush - Don't give up
In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail
No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face, I've changed my name
But no-one wants you when you lose
Don't give up 'cause you have friends
Don't give up you're not beaten yet
Don't give up I know you can make it good
Though I saw it all around
Never thought that I could be affected
Thought that we'd be last to go
It is so strange the way things turn
Drove the night toward my home
The place that I was born, on the lakeside
As daylight broke, I saw the earth
The trees had burned down to the ground
Don't give up you still have us
Don't give up we don't need much of anything
Don't give up 'cause somewhere there's a place where we belong
Rest your head
You worry too much
It's going to be alright
When times get rough
You can fall back on us
Don't give up
Please don't give up
Got to walk out of here
I can't take anymore
Going to stand on that bridge
Keep my eyes down below
Whatever may come
and whatever may go
That river's flowing
That river's flowing
Moved on to another town
Tried hard to settle down
For every job, so many men
So many men no-one needs
Don't give up 'cause you have friends
Don't give up you're not the only one
Don't give up no reason to be ashamed
Don't give up you still have us
Don't give up now we're proud of who you are
Don't give up you know it's never been easy
Don't give up 'cause I believe there's a place
There's a place
Where we belong
Don't give up
Don't give up
Don't give up
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Towering Inferno - Kaddish
Kaddish is a 1993 concept album by English experimental music group Towering Inferno. It reflects on The Holocaust and includes East European folk singing, Rabbinical chants, klezmer fiddling, sampled voices (including Hitler's), heavy metal guitar and industrial synthesizer. Brian Eno described it as "the most frightening record I have ever heard".Kaddish was Towering Inferno's debut album. It was released on their own TI Records in 1993, and then globally by Island Records in 1995.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Na sopa dos pobres da comporta
Mano número um, após caminhar doze quilómetros, encontra mano número dois por volta das dez e um quarto à entrada da sopa dos pobres da comporta.
Cumprimentam-se.
Mano número dois escolhe a sua cadeira mas mano número um pergunta se ele não quer esta entretanto. Mano número dois pergunta então se o mano número um não quer ele próprio a cadeira que quer oferecer. Mano número um diz que não.
Depois de marcarem o seu próprio lugar, mano número dois diz:
- Para passar o tempo até às onze, queres ir tomar café?
- Não mas acompanho-te. Prefiro que me dês o dinheiro.
- Está bem. Diz mano número dois.
Sentam-se na esplanada.
Mano número um sangra da orelha enquanto mano número dois toma o seu café, enrola dois cigarros e dá um ao mano número um. A seguir, paga o seu café e dá sessenta e cinco cêntimos ao mano número um.
Levantam-se e caminham para a entrada da sopa. Encostam-se à porta a fumar o seu cigarro. Mano número um acaba de fumar, entra e vai-se sentar no seu lugar.
Mano número dois vê aproximar-se mano número três que diz:
- Ora viva! Não tens cinco cêntimos?
- Não mano. Diz mano número dois, acaba de fumar e entra de seguida e senta-se no seu lugar.
São agora onze. Mano número três entra e fica de pé à espera que chegue a sua vez de ir levantar a sopa. Entretanto chega mano número quatro.
- Atão mai frango!
- Hoje é moelas com massa não tens por acaso quinze cêntimos?, pergunta mano número três ao mano número quatro.
- Tenho. Diz este e vai ao bolso e dá uma moeda de vinte a mano número três. Este recebe a moeda e pergunta:
- Queres os cinco cêntimos de volta?
- Quero.
Mano número um pergunta a mano número dois se ele quer trabalho e mano número dois devolve a pergunta e diz:
- Tu tens trabalho?
- Não porque não quero!
- E de que trabalho falas?
- Vender isqueiros.
- Não, arranja tabalho para ti que eu arranjo para mim!, diz mano número dois.
- Queres ir para o parque da igreja arrumar uns carros? Dá uns trocos...
E assim todos os manos comem a sua sopa, ninguém se chateia e todos querem companhia.
Nenhum destes manos brinca aos pobrezinhos nem se chama espírito santo.
Seria uma ironia escrevê-lo.
Cumprimentam-se.
Mano número dois escolhe a sua cadeira mas mano número um pergunta se ele não quer esta entretanto. Mano número dois pergunta então se o mano número um não quer ele próprio a cadeira que quer oferecer. Mano número um diz que não.
Depois de marcarem o seu próprio lugar, mano número dois diz:
- Para passar o tempo até às onze, queres ir tomar café?
- Não mas acompanho-te. Prefiro que me dês o dinheiro.
- Está bem. Diz mano número dois.
Sentam-se na esplanada.
Mano número um sangra da orelha enquanto mano número dois toma o seu café, enrola dois cigarros e dá um ao mano número um. A seguir, paga o seu café e dá sessenta e cinco cêntimos ao mano número um.
Levantam-se e caminham para a entrada da sopa. Encostam-se à porta a fumar o seu cigarro. Mano número um acaba de fumar, entra e vai-se sentar no seu lugar.
Mano número dois vê aproximar-se mano número três que diz:
- Ora viva! Não tens cinco cêntimos?
- Não mano. Diz mano número dois, acaba de fumar e entra de seguida e senta-se no seu lugar.
São agora onze. Mano número três entra e fica de pé à espera que chegue a sua vez de ir levantar a sopa. Entretanto chega mano número quatro.
- Atão mai frango!
- Hoje é moelas com massa não tens por acaso quinze cêntimos?, pergunta mano número três ao mano número quatro.
- Tenho. Diz este e vai ao bolso e dá uma moeda de vinte a mano número três. Este recebe a moeda e pergunta:
- Queres os cinco cêntimos de volta?
- Quero.
Mano número um pergunta a mano número dois se ele quer trabalho e mano número dois devolve a pergunta e diz:
- Tu tens trabalho?
- Não porque não quero!
- E de que trabalho falas?
- Vender isqueiros.
- Não, arranja tabalho para ti que eu arranjo para mim!, diz mano número dois.
- Queres ir para o parque da igreja arrumar uns carros? Dá uns trocos...
E assim todos os manos comem a sua sopa, ninguém se chateia e todos querem companhia.
Nenhum destes manos brinca aos pobrezinhos nem se chama espírito santo.
Seria uma ironia escrevê-lo.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Claudio Mur - A lama cheia de estrelas, parte 1
A lama cheia de estrelas, parte 1
Eu finalmente decidi que
Estava numa guerra não declarada com a maioria das pessoas do mundo que conheci.
Eu finalmente cheguei
A um ponto de escape através do anel púrpura do colapso.
Dado que o mundo neste momento me está a ser apresentado
como uma corporação de diferentes maneiras ou diferentes estradas para seguir
ao fundo do anel púrpura do colapso.
Um: ser retirado deste mundo regular e então considerá-lo como um todo,
uma clara e distinta unidade e seguir em frente para encontrar núcleos mais ajustados à minha mente.
A outra: tentar integrar o meu ser nesta muito mais próxima unidade,
Reconstruir relações com familiares e amigos, outros amigos nem tanto,
Permitindo que velhas injúrias sejam esquecidas e ódios sejam derretidos e novos acordos
Idealmente numa base de aceitação de diferentes opiniões, maneiras de fazer a vida,
Todos os princípios chave entre todos… pelo menos todas as pessoas desta unidade nuclear.
Tendo o meu ser se encontrado desclassificado de uma tentativa com sucesso na segunda via
Eu decidi que o compromisso não era mais possível, o mundo parece um vazio absoluto.
À minha porta lá apenas apareceram chulos, chupa piças, chicos espertos e pequenas meninas assustadas.
Aquelas que não se assustaram mandei-as embora,
As que ficaram eu recebi-as através de som.
Com a música eu inventei um novo conjunto de memórias cheias de brilho
Mais do que espremidas num sentido de perdição e perdido eu estou.
Então parece uma boa solução o apenas cobrir a lama com estrelas.
Quando tu perdes o teu trabalho, o teu amor, a tua fé,
Apenas (a)parece a conclusão natural para todas as coisas ferais:
Subir ao inferno e ficar só finalmente.
Eu penso que a causa de morte foi suicídio.
Eu não quero ser o profeta. Porque não me deixem vocês simplesmente em paz e só?
O mundo não tem tempo para decidir além da aparência.
Um dia eu finalmente estendi numa tela esta pintura
Mostrando carris, um comboio e um corpo na linha: the starlit mire.
No dia seguinte li no jornal que uma mulher e a sua filha já maior de idade…
Elas decidiram caminhar para a linha de comboio depois de uma viagem de táxi
Desde casa para cortar as suas vidas na linha de comboio.
Eu não sei mas este tipo de sincronicidade é frequente na minha vida,
É só estar atento, eu não sei mas desde o dia 1 do desenvolvimento do cérebro,
Talvez desde que o gorila tentou resolver um problema e uma luz se acendeu
E um primeiro começou a pensar,
Talvez desde esse dia deus nasceu como mito.
Eles não podiam ser ateus, apenas o conhecimento deu origem a ateus.
Eu gosto de me preocupar só com os meus assuntos.
O mundo não aceita a minha estupidez, não me dá segundas oportunidades.
Não me vale de nada dizer que fui eu que me pus fora.
---
in the english language this same text 'The mud full of stars, part 1'
Zero Kama and Psychic TV - The starlit mire
Zero Kama "The starlit mire"
from the album "The secret eye of laylah"
Psychic TV "The starlit mire"
from the album "Allegory and self"
There's probably a better audio you tube video
but this contains Pink Floyd's The wall
'In the starlit mire
in the madness of the mud
your eyes go dim
your senses fail'
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