domingo, 11 de novembro de 2018

Podence no Porto


'Podence no Porto'
desenho a grafite, ball point pen (caneta bic preta) e pastel de óleo sobre papel
42cm por 59,4cm (A2)
2018
ZMB


(desenho a grafite em papel A2)

Nos primeiros meses deste ano de 2018,
os foliões mascarados de Podence vieram passear pelo Porto
na sequência da apresentação de um livro sobre máscaras, penso que, na Livraria Lello.

Eu fiz uma pequena filmagem com a minha camera fotográfica
e desta retirei dois fotogramas para compor este meu trabalho.

A casa do Júlio Poeta, 2


'A casa do Júlio Poeta, 2'
desenho a grafite e caneta bic preta (ball point pen) pintado a pastel de óleo sobre papel
59,4cm por 42cm (A2)
2018
ZMB


desenho A2 a grafite em papel



domingo, 28 de outubro de 2018

Com dedicatória

Virgin Prunes - Love Lasts Forever "We can run away..." I know all your secrets Please little girl I like the way you frightened, It makes me feel secure Your eyes say something special "We can run away" "We can run away" Pushed against the wall Never are we wrong You can hold my hand We can be strong A thousand ways to show I care I could give you anything I could give you everything I like the way you frightened "We can run away" "We can run away" Please close your eyes So you cannot see Go to sleep Dream of happy things... Blue sky above Hell waits below Angels dancing Angels falling Devil looks at me Spits into my eye Angels dead Angels dead Our love will last forever Our love will last forever Until the day it dies Until the day it dies Until the day it dies...




É sempre triste dedicar esta música a alguém.
'o nosso amor durará para sempre
até ao dia em que morra'

Mas neste caso, o amor nem se aplica:
como poderia eu gostar de uma little girl da qual só conheço o avatar?
Mas algo morreu e foi mais importante que o amor,
foi o carinho que lhe destinava, um carinho igual ao que dou a qualquer ser humano que me estime,
pelo menos, a qualquer ser humano que se coloque em igualdade comigo: nem acima nem abaixo.
Que essa pessoa fale agore pelas costas e me chame de lambão
e tente arregimentar sócios para a sua causa?
Podem até fundar uma liga de chá das cinco com acta e tudo,
é algo a que não darei muito mais atenção
mas assistirei no camarote e baterei palmas quando chegar o «emprego dos dias»
e deixar de haver dinheiro para o maço de tabaco e para o copo de vinho.
Pelo menos, diz ela que, quando esse dia chegar, deixará de tomar ansiolíticos e ficará saudável.
Faz-me lembrar uma pessoa que foi pedir ao psiquiatra um papel que dissesse que ela não era maluca, há poucos meses vi-a na consulta, continuava chorona, tinha chegado ao lumiar... o pior é depois.
Viva a saúde. Eu já tirei bilhete para a performance.

Não sei se foi Rousseau que o disse, mas escrevo na mesma:
«Não concordo com a tua opinião
mas não impedirei que a exprimas.
Reservo-me o direito de resposta.»

E depois há outro ditado, este mais próximo de raízes populares:
«Não deves bater em crianças, malucos, mulheres e pessoas velhinhas.»

São dois princípios ético-morais que tento seguir.
Nem sempre é fácil. O caminho é longo.


sábado, 27 de outubro de 2018

Direito de resposta a uma leitora

Acabo de ler isto e não sabendo se o meu direito de resposta não seria censurado se lá o publicasse, publico aqui:

A leitora tem uma utopia pessoal a que chama «hospedaria» e que na realidade é um blogue pessoal para o qual ela conviddou quem lhe interessou convidar. Uma dessas pessoas convidadas fui eu. Aceitei. Acontece que se a hospedaria é um espaço colectivo e heterogéneo, foi-se tornando ao longo dos tempos um espaço dedicado à leitora ler os textos dos seus colaboradores (podendo ela avaliar da qualidade e bom gosto do colaborador e preencher o seu vazio ou esvaziar a sua ansiedade) e escrever os seus textos e receber apoio e beijinhos por eles (condição necessária para que o comentador não leve com uma assertividade nas trombas). Acontece que a minha ideia de utopia colectiva pressupõe uma horizontalidade na classe e não uma hierarquia em que há uma «hospedeira» e «colaboradores», pressupõe que eu tenha o direito de escrever em iguais circunstâncias ao da hospedeira e tenha o direito de não levar com o que ela chama de assertividade e eu chamo de gongorismo hormonal (se for insulto, a leitora que o chame de «mau humor») em resposta a algo que eu possa escrever e ela não goste.
Compreendendo eu que ninguém deve ser insultado dentro da sua própria casa, resolvi, como ela diz, pirar-me preguiçosamente da hospedaria. Penso que assim a hospedeira já não terá de se incomodar com algo de que não goste e já não terá de se sentir insultada após receber a resposta que não gosta.
Que ela continue a mencionar a minha fuga ocorrida há dois meses, significa que ainda não digeriu bem a situação. A minha vida não é um blogue.

Na sua carta aberta, a leitora faz ainda considerações sobre o meu estado mental e refere a sua experiência de dois anos como assistente de psiquiatria. Aproveito para lhe dizer: não será bom aproveitar a sua experiência e aplicá-la à sua própria condição mental (já que assume a condição de ansiosa) e tentar avaliar se aquilo que a leitora chama de assertividade não a está a prejudicar nas suas relações sociais quer online quer na sua vida real.
Esperemos sem ironia que a leitora nunca precise de reforçar a toma de medicamentos para a sua ansiedade.