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sábado, 14 de janeiro de 2017

Operação Flores, Natal -- a recompensa


A Operação Flores 2016 terminou.
Como me portei bem e consegui vender as aguarelas suficientes,
decidi dar uma prenda a mim próprio:
a caixa de 4lp dos Bourbonese Qualk, este disco:


A má notícia é que no final do mês tenho de sair do meu alojamento.
O senhorio vendeu o prédio e temos que sair.
Dado o preço elevado das rendas no centro histórico do Porto,
talvez tenha de abandonar a área,
o que tornará mais difícil voltar a uma nova Operação Flores em 2017.
Vou ver o que consigo arranjar.
Estes úlltimos anos foram os meus melhores.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Operação Flores -- epílogo

Eu apesar de ter dito anteriormente que tinha terminado com a minha exposição-venda de aguarelas,
a verdade é que apenas a suspendi por uns dias,
e voltei à rua dias mais tarde.
A razão desta mudança de atitude da minha parte foi 
eu ter suspendido por aviso de um colega amigo de que poderia levar por tabela,
mas a verdade é que nenhum fiscal me tinha abordado até então.
Tenho por isso voltado à rua, de modo intermitente, para tentar a minha sorte.
Até hoje. Por volta das duas horas da tarde, um fiscal à paisana aproximou-se,
apresentou o cartão de identificação, disse que eu não tinha licença e 
que tinha de retirar as aguarelas da parede, senão haveria apreensão dos trabalhos.
Disse para me dirigir à junta de freguesia e tirar uma licença.
Eu, desconfiado, perguntei se ma davam. Ele disse que, em dois ou três dias, ma davam.
Agradeci, retirei os trabalhos e dirigi-me à junta.
Afinal, vou ter que esperar a saída do edital em Janeiro próximo e concorrer a uma licença.

O que me preocupa, no imediato, é eu ter feito uma aguarela a pedido do Álvaro,
e não lha poder entregar, porque ele também não tem aparecido para tocar.
Ficará guardada.


domingo, 28 de agosto de 2016

Operação Flores -- Dia 23 (final)



O que é bom acaba.
A Operação Flores -- nome de código para a minha exposição/ venda de aguarelas -- terminou.
Hoje de tarde, por volta da 16h30m desloquei-me para o local habitual
e, mal comecei a colocar as aguarelas na porta devoluta,
um músico interrompeu a sua actuação para me dizer que
a polícia municipal apareceu e falou com quem estava a expor nas paredes da rua
e mandou retirar todas estas bancas, de colegas como eu.
Não falaram comigo porque eu, hoje de manhã, fiz gazeta e não apareci,
mas hoje à tarde terminei, por estes motivos, a Operação Flores.

Resta fazer o balanço:
Tinha pensado fazer o mínimo para pagar um ou dois discos que queria comprar
mas acabei por fazer quase o equivalente da renda do quarto.
Portanto, correu bem, vou viver melhor em Setembro.
E depois não é só isso: o contacto com as pessoas que paravam para ver e falar comigo,
os sorrisos, os cumprimentos de «bom trabalho, parabéns!»...
tudo isto vale mais que o pecúlio obtido por 23 dias de trabalho,
faz bem à alma, quero dizer.

Deixo em baixo, uma imagem que um fotógrafo brasileiro, meu novo amigo online e comprador,
me enviou no acto de lhe vender uma aguarela.
Parece que é ilegal, a autoridade não deixa...
-- Olha deixa lá foi bom enquanto durou!


domingo, 14 de agosto de 2016

Operação Flores -- dia 12 (tarde)

Hoje, só trabalhei de tarde
mas correu bem.
Tenho a declarar que, entre outros eventos,
ganhei uma refeição de pasta de graça no Rossi Ristorante situado a 30km de Bruxelas,
propriedade do senhor Rossi que, com a sua mulher chinesa,
comprou a aguarela em baixo.
Também tiraram fotografias, disseram que a aguarela era para a casa deles.



Anteriormente, um casal de brasileiro e italiana, vivendo em Génova,
também compraram uma aguarela e tiraram foto
e trocámos endereços online.


Correu bem o dia, estou satisfeito.

sábado, 13 de agosto de 2016

O pintor e a sua obra


ZMB, fotografado com o seu burrofone
pelo, também pintor, Manuel Feliz

12 Agosto 2016
Rua das Flores, Porto, Porto

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Operação Flores -- dia 10 (manhã)

Hoje, de manhã, na Rua das Flores aproximou-se de mim um senhor
que, ao ver os meus trabalhos na janela devoluta, me perguntou,
primeiro, se eu era português; depois, se eu podia avaliar umas folhas pintadas.
Ele disse que tinham sido feitas por miúdos
e eu reparei que tinham todas um mesmo tema:
pinturas a guache mostrando um mar e um barquinho.
Como eu virava as folhas e dizia que não queria comprar,
ele falou que estava a pensar em 20 cêntimos cada folha,
eu resmunguei, ele disse dois euros por todas as folhas, eram à vontade umas quinze.
Acabei por lhe dizer: 20 cêntimos nem dá para a tinta,
porque não faz como eu e vem para a rua e tenta vender,
eu diria 2 euros por cada folha.
(eu disse este valor porque ele queria ainda menos,
e as folhas não eram propriamente umas grandes obras de arte,
se não valeriam certamente mais)
Não garanto -- continuei -- que tenha sorte
mas pode sempre tentar.
E podia ter dito o que um outro pintor,
que um dia destes parou para falar comigo, me disse:
em Portugal não há um culto da pintura,
não se vê, como noutros países, os cafés e bares com obras de arte na parede.
A maioria dos pintores em Portugal dá aulas para ganhar a vida
embora também seja certo que alguns já atingiram um nível de reconhecimento
que os faz ter avenças com galerias ou vender quadros por dezenas de milhar.
Eu, pelo meu lado, sigo o meu caminho, apesar de me sentir um proscrito
devido, não só mas também, ao meu modo de ser.
Mas vou continuando, vou sendo livre o mais possível.
E gostando da minha ocupação actual.

(em baixo, 3 pastéis de artistas na Ribeira, Porto)







quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Hoje, de manhã, ao meu lado


Não vendi nada, hoje de manhã,
mas foram momentos bem passados.
A música estava excelente: sons metálicos ajudando à reflexão, à meditação.

Agora descanso, em casa, e preparo-me para fazer um café.
Daqui a meia-hora estou na rua outra vez para o turno da tarde.

Apareça quem quiser ou puder.

domingo, 7 de agosto de 2016