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quarta-feira, 22 de março de 2017

Teatro Inclusivo do Espaço T


Todos os anos tem sido assim.
Este ano não vai ser diferente.
No Teatro Municipal Rivoli, Porto, em Junho.

sábado, 24 de dezembro de 2016

O Natal no Espaço T


A dona Belmira da seguradora Fiddelidade,
o presidente do Espaço T
e moi-meme

na entrega do cabaz de Natal
dia 22 de Dezembro de 2016

Espaço T, o melhor local da cidade,
a foto em baixo é disso prova.
Eu sinto-me bem lá, e integrado.
Obrigado por existires!




terça-feira, 1 de novembro de 2016

A mulher invisível


'A mulher invisível'
Acrílico sobre tela
100cm por 140 cm
2016
ZMB

Trabalho realizado no atelier do Espaço T

quinta-feira, 16 de junho de 2016

E nós... quando vais aparecer para irmos tomar café e falar de dissolução?


3 propostas para decoração de um pacote de açúcar
Tira de papel com 7cm de altura por 14,5cm de largura

A cor preta foi aplicada com um marcador de preto permanente com uma ponta de .3mm
As outras cores foram aplicadas com uma caneta de aguarela com uma ponta em cada extremidade:
uma ponta em bico para contornos; outra mais grossa para preenchimentos.
É uma caneta de aguarela porque se pode usar como um marcador normal, ou se pode riscar em cima de um acetato e aplicar água com um pincel -- a tinta dissolve-se como aguarela.

O primeiro desenho a contar do lado esquerdo foi realizado a partir de um desenho da professora e onde eu escolhi a cor e transformei o frasco na cara de um palhaço.
O segundo é totalmente meu.
O terceiro foi-me sugerido pela professora que me disse para fazer nova versão 
desta minha proposta anterior:

sábado, 11 de junho de 2016


As pessoas dizem, nem sempre acertam
from zmb_mur on Vimeo.

Video description from the art exhibition of Rui Lourenço, aka ZMB, at Galeria Inklusa, Porto, Portugal.
From June 10 to August 31, 2016.
Pictured on the video are also dozens of works of art by other students of Espaço T.
In the video,
'Ishmael' by Dollar Brand on the album 'At Montreux' was used as the sound base to the soundtrack processed and altered by ZMB
The title of the exhibition and this video translates to English, more or less as
'People say, but not always correct things'

Corpo do meu corpo, corpo do teu corpo

A mostra que se dá corpo neste catálogo nasce de um projecto galerístico diferenciador e original. A Galeria InKlusa, sediada na cidade do Porto, é um espaço 'de convergência de diferentes tipos de Arte, desde a arte 'marginal' até à arte contemporânea'. A galeria pretende ser um 'catalizador de arte feita por pessoas com deficiência e com potencial artístico'. Um projecto democrático, democratizante e inclusivo que se deve aqui realçar.
A exposição de ZMB pretende contribuir para ultrapassar o confinamento geográfico que, tradicionalmente, delimita a arte bruta, a outsider art, a arte singular e os seus protagonistas.
A exposição individual agora patente na galeria Inklusa do artista ZMB reúne trabalhos executados entre os anos 1996 e 2016. As quinze obras expostas [nota do pintor e blogger: mais uma realizada nos ateliers do EspaçoT], de pequeno e médio formato, dividem-se em treze [catorze] óleos sobre tela, um trabalho em técnica mista, óleo e cera sobre tela, e um desenho a lápis e pastel sobre papel.
Os trabalhos expostos levam-nos numa viagem. Uma viagem sem ponto de partida nem retorno, vamos sim, graciosamente, de mão dada com o artista mergulhar no seu corpo, na sua mente, nas suas tormentas, no universo que o habita.
A arte é uma representação, é uma manifestação exterior da diversidade, a diversidade do homem e da sua relação com a vida. Todos estabelecemo esta relação, todos somos vozes do coro humano, todos somos a expressão da vivência humana, todos a representamos, todos temos uma voz nesta melodia, individual e original, todas as vozes devem ser ouvidas e expressas. A arte é a manifestação por excelência da individualidade da existência, da diferença. Toda a arte é Inklusa. Todo o corpo é um manifesto.
Somos aquilo que representamos, quer nos papéis que ocupamos no nosso quotidiano, em que imprimimos a nossa textura e espessura nas relações que estabelecemos, quer nas representações físicas que executamos, sejam textos, desenhos ou pinturas, ambos os momentos são traços de um mesmo giz, indissociáveis do nosso corpo, o corpo que habitamos, o corpo em que vivemos, o corpo que expomos, são socalcos da mesma ardósia em que escrevemos o pó da nossa existência.
Nesta exposição de ZMB, alter-ego de Rui Lourenço, uma das suas vozes, somos confrontados com o corpo, figurado ou literal, em composições intuitivas habitadas por ausências, o corpo sempre presente, interrogativo, exclamativo, inquisidor e acusador, carrasco e vítima. Em 'People think people say' ZMB mostra-nos um reflexo, o outro lado do espelho de MAI (I AM), uma acusação, um julgamento, o estereótipo vertido em cor, um plano redutor, um mundo estigmatizado em que a arte é uma janela, o pólo libertador e aglutinador, o veio de ligação da viagem.
Noutros trabalhos como em 'A natureza, Diotima e Herberto Hoelderlin' somos remetidos para Diotima de Mantineia filósofa e sacerdotisa grega que está na origem do conceito platónico do amor, Diotima no poema de Hölderlin, Hyperion, diz "Tu queres um mundo. É por isso que tens tudo e não tens nada", a ânsia e a vontade, a realização de um corpo, entre tudo querer e nada ter, todos tocar sem nunca alcançar. Os trabalhos expostos nesta mostra são plenos de originalidade, visões assertivas e audazes do inconsciente, numa linguagem crua e despida das normas que formatam a linguagem artística, são peças directas, no título e na representação, são um bilhete de ida para a mente, para os impulsos, são trabalhos feitos de um jorro, uma arte pura, crua, sem subterfúgios, que se encontra despida de preconceitos, que se expõe lívida na clareza da sua nudez.

Texto de
Hugo Andrade e José António Costa
no catálogo da exposição 'As pessoa dizem, nem sempre acertam'



Galeria Inklusa

O Espaço surgiu, criando o lugar
Cada um criou o seu.
Um ponto, uma recta, um círculo,
Um saco, um desenho, um lugar.
Cada um no seu lugar e todos no seu lugar.
Lugar físico mas também imaginário,
Lugar para afectos, mas também para afirmações e decisões.
Lugar criado onde o Homem se afirma e vive na plenitude possível.
Com um ponto, uma recta, um círculo, um saco, um desenho, um lugar.
Este é o desejo desta luta de vinte anos para que nos próximos cem, os pontos, as rectas, os círculos, os afectos, os desenhos, os lugares e os sacos se unam; para dar lugar a um só lugar onde todos façam parte dele e sejam dele.
Criar um lugar incluso é um começo do fim do caos. O caos que existe nos semáforos, na lógica das cores, na lógica dos conceitos, nas pedras da rua.
Vinte anos passaram e o lugar foi criado só com um ponto.
São precisos milhares de pontos, de sacos, de círculos, de rectas, de afectos, de vidas.
Mas surgem no tempo com o tempo.
Para isso surgimos para lutar por um lugar.

Jorge Oliveira
Presidente do Espaco t

http://www.espacot.pt

, texto incluído no catálogo da exposição 'As pessoas dizem, nem sempre acertam'





quinta-feira, 9 de junho de 2016

«As pessoas dizem, nem sempre acertam», exposição de pintura

É já amanhã,
às 4h da tarde, dia 10 de Junho, na galeria Inklusa


(A exposição montada.)


O convite:

'As pessoas dizem, nem sempre acertam'

Inauguração 10 Junho às 16h00
exposição de pintura de Rui Lourenço

com a curadoria de Hugo Andrade e José António Costa
de 10 Junho a 31 Agosto de 2016
na Galeria Inklusa (Espaço T)

Edifício Escola EB1 da Sé
Rua do Sol, nº14, 2º andar
Porto, Portugal

Evento facebook:


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Uma cafeteira


Desenho a pastel seco
35cm por 25cm
2016
ZMB

Embora vistosa e com a ajuda da fraca qualidade da câmera fotográfica do telemóvel,
que dá profundidade e altera subtilmente a cor,
está cafeteira é um desenho espectacularmente falhado:
O pino da cafeteira devia estar ao centro do tampa.
É este o pormenor que eu, crítico, digo que correu mal,

domingo, 29 de maio de 2016

Peixinhos


Desenho a pastel seco sobre cartolina
dimensões inferiores a A4,
realizado numa aula no EspaçoT
e por observação de uma revista cultural.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Decoração de um pacote e açúcar, parte 2


A minha segunda proposta para a decoração de um pacote de açúcar.
Uma parceria RAR - EspaçoT

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Decoração de um pacote de açúcar


Esta foi a minha proposta para o desenho decorativo
de um pacote de açúcar.
Nós, alunos, fomos motivados para participar nesta parceria 
entre o Espaço T e uma empresa de produção e distribuição de açúcar.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ressurreição


'Ressurreição'
desenho a pastel sobre papel
80cm por 60cm (aproximadamente)
2016
ZMB

Esta semana não estava totalmente concentrado
e o desenho não saiu como eu queria.
Disse à professora que era uma alegoria,
o primeiro dos 'Desenhos do outro mundo'.
Ela perguntou pela figura alaranjada e eu disse que era uma tentativa de desenhar
uma escultura, como muitas que se vêem nos cemitérios.
Falei-lhe que me tinha enganado nas proporções do pássaro
mas ela disse que, sendo uma alegoria, podia significar esperança.
Eu associei e disse que me lembrara das máscaras 
que os médicos da Idade Média usavam para espantar a peste,
disse que também tinha a intenção, embora ficasse com demasiada informação,
de desenhar uma ceifeira virando costas.
Notei-lhe o pormenor de um ressurecto vir à superfície
meio vestido meio esqueleto
e que na próxima semana ia tentar desenhar num novo desenho
o esqueleto a lavar os dentes.

De qualquer modo, estou em casa a trabalhar numa versão deste trabalho
em papel A2 e a cor, mostrarei em breve.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Meister Cão


'Meister Cão'
óleo sobre tela
40cm por 40cm
2016
ZMB

Mais uma tela reciclada.

Este trabalho pertence ao Espaço T.

É o trabalho-companhia da 'Lady Cão':

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Velhice e Morte em Paz


'Velhice e Morte em Paz'
desenho a pastel
60cm por 80cm (aproximadamente)
2016
ZMB

Os meus colegas na aula disseram, que este trabalho
com o homem curvado a passear o cão,
lhes transmite uma sensação de calma.
Eu concordo e acrescento que é um desejo de futuro,
um que contrarie os preanúncios de catástrofe que escrevi no passado,
um desejo de morrer de velhice
em calma e na companhia do melhor amigo do homem.

É o último de oito desenhos a pastel com o título genérico de 
'As idades do homem'.

1. Triciclo 
2. Fisga 
3. Primeiros Cigarros 
4. Amor 
5. Discurso e Poder 
6. Desastre 
7. Sofá Pantufas e TV 
8. Velhice e Morte em Paz


Mas como as aulas continuam e a vida de um modo geral também continua
vêm aí
'Desenhos do Outro Mundo'!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Lady Cão


'Lady Cão'
óleo sobre tela
40cm por 40cm
2016
ZMB

Todo o material, as tintas, o óleo de linho (é impossível eu comprar, é muito caro), a tela...
Esta tela foi pintada usando uma tela reciclada,
originalmente tinha sido palco de experiências de alunos do Espaço T.
Pertence, portanto, ao Espaço T.
Se alguém no futuro a quiser adquirir terá de falar com o Espaço T

Este trabalho surgiu de um nada, esse nada era a superfície,
 parcialmente pintada parcialmente com colagem de jornal.
Comecei a desenhar em cima da superfície e começou a surgir a figura,
como a figura começou a apresentar um focinho -- dei-lhe o nome de Lady Cão.
Actualmente, estou a pintar o Meister Cão.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Sofá, pantufas e tv


'Sofá, pantufas e tv'
desenho a pastel
35cm por 50cm
2016
ZMB

Professora: -- Ema, o seu sentir sobre o trabalho do Zulmiro?
Ema Morgan: -- Paciência!
Zulmiro, interrompendo: -- eheh é verdade é preciso paciência...
Professora: -- Zulmiro, não interrompa a vez da sua colega.
Ema Morgan: -- Parece o meu quarto. Não tenho cama. Durmo com a minha mãe. Estou farta!
Professora: -- Porque não põe um colchão? -- Virando-se para Zulmiro: -- Conta.
Zulmiro: -- Depois do desastre da semana passada, vem a recuperação, ele está no sofá, tem um pé em cima da mesa, talvez tenha gesso, vê televisão, É um período de reflexão, de incerteza...
Professora: -- É nessa fase que você está?
Zulmiro: -- Sim, embora eu tenha uma cama e não tenha tv, não tenho as preocupações de uma pessoa normal, não tenho família, não...
Professora, interrompendo: -- Como assim, não tem família?
Zulmiro: -- Quero dizer, eu tenho pai. mãe, irmãs, sobrinhos mas não tenho uma família minha, não tenho mulher, filhos, não tenho essas preocupações, pôr comida na mesa, pagar despesas na escola, vivo em parte independente, vivo o dia. cada dia, dia a dia.
Ema Morgan: -- Que fixe, também quero!
Jotapê Picasso: -- Olha pra ele! Com o pé cheio de chulé em cima da mesa!
Zulmiro: -- Eheh, insurrecto, mal-educado...
V. van Gogh, um miúdo de dez anos que, desta vez, também fez um desenho connosco: -- Ei, é difícil desenhar uma televisão vista de trás...
Zulmiro: -- Sim, é uma televisão sanyo, escreví essa palavra para dar a entender que era uma tv. Ele está em frente da televisão. tem um gira-discos, estante com livros.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Desastre


'Desastre'
desenho a pastel sobre papel
35cm por 50cm
2016
ZMB

Não era bem este o desenho que eu queria desenhar, 
tinha uma imagem mental desta cena com a perspectiva ao nível do chão,
uma imagem claustrofóbica de uns faróis de comboio ocupando todo o ecrã visual
e eu a afastar-me do carril, porque nesses últimos momentos comecei a desejar finalmente viver.

A professora introduziu: -- Fala-nos deste trabalho.
-- Tem a ver com a ideia de desastre, no último desenho realizei um político discursando, neste quis afirmar o momento de declínio, nem sempre uma pessoa se mantém no topo, há um momento em que uma pessoa cai, seja um desastre automóvel, ou perder o emprego ou separar-se da mulher...
A professora perguntou se tinha a ver com os atentados de manhã em Bruxelas, eu disse que não, um colega deu como palavra «prisão», outro disse que, apesar do desastre, tudo se tinha resolvido pelo melhor e eu pensei «sim, se tivesse corrido mal eu não estava a aqui hoje a desenhar isto»

domingo, 6 de março de 2016

Liberdade Já!


desenho a pastel sobre papel, 
35cm por 50cm
2016
ZMB

Depois do triciclo aos quatro,
depois da fisga aos doze,
depois dos primeiros cigarros aos dezasseis,
depois do amor pleno por volta dos vinte, vinte e um,
o momento que se segue é algo ficcional,
dado que quis desenhar o poder do discurso ou o discurso de poder,
querendo significar o momento de vida em que ou-vai-ou-racha-ou
és alguém e te afirmas como voz na sociedade -ou
te afundas no lodo da insignificância.
Quando pensei fazer esta série de desenhos sobre 'As idades do Homem'
tive, para este caso, uma imagem mental de um político discursando num púlpito,
depois apeteceu-me desenhar um palhaço
mas o presidente Marcelo foi eleito e ví uma imagem num jornal com
ele aproximando de si, e ao mesmo tempo antes de falar, 
um microfone da dreita e um microfone da esquerda
e err... achei que não devia desenhar um palhaço,
fiquei-me por um político de punho esquerdo levantado
e com o slogan algo clássico: «Liberdade Já!»

(Dou o benefício da dúvida ao presidente eleito e acho que
não será difícil fazer melhor que este que finou, por assim dizer.)