quinta-feira, 4 de junho de 2026

Propaganda e realidade

 Descobri mais um chegano nesta terra de filhos de puta.

Acção: Bloquear.

Até não haver mais sítio onde ir e nos dissolvermos na nossa insignificância por não sermos capazes de vislumbrar uma alternativa social.

Voltar a Tintus Rios foi em certa medida um erro,

mas ninguém me disponibilizou habitação que eu pudesse pagar em Timbuktu,

por isso não tive qualquer hipótese. Isso ou ir morar debaixo da ponte quando o dia do despejo chegasse.

Claro que podias chamar O correio da manha, apareciam logo muitas almas com propostas para te ajudar...

Mas, como diz aquele que não quer revelar as suas mágoas a quem lhe pergunta: -- Nunca pior.

Ou como diz o Mintonegro O país está melhor.

Porém, acontece ouvir: -- O governo prometeu em Março um apoio para a gasolina e estamos em Junho e o apoio ainda não chegou, nem sequer foi promulgado, foi apenas apresentado em conferência de imprensa como propaganda em Março. 

É na propaganda que o governo-sombra do primeiro-ministro Benturra mais trabalha.


terça-feira, 2 de junho de 2026

Tuíte Ironia da biografia

Há semanas li a biografia de um amigo poeta que faleceu e, agora, ao pensar em certas coisas lembrei-me: a irmã do poeta a dizer A nossa mãe deu-lhe uma casa e ele até as cortinas que eu lhe dei ele vendeu [para a droga].

Mas a irmã esqueceu-se dizer que a casa que a mãe lhe deu não era igual à dela, não tinha casa de banho. Mas o problema foi as cortinas vendidas.

Dá que pensar nos que nos sobrevivem.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Marion Brown vezes dois,

 

  para afastar o orgulho sorrateiro de quem ri e diz que o país está melhor e quer que se acredite nisso como uma fé, mas uma fé que não paga as contas nem tão pouco alivia e isso o Mintonegro não diz, apenas ilude.


domingo, 24 de maio de 2026

-- Se tens desejos e necessidades tens de trabalhar. Se não trabalhares, ou seja, se não te faltar nada, tornas-te preguiçoso.

 boa tarde, amig@

lembrei-me de escrever porque vi hoje no JN uma notícia sobre abusos sexuais, amputações e violência em reality shows transmitidos na tv por essa europa fora.
Tu disseste-me na última conversa que eu te tinha dito que eu via o mundo como um reality show.
Eu não sei se disse isso mesmo ou se tu deduziste das minhas palavras. mas estás cert@! eu escrevi em algum lado o termo freak show, para sublinhar a realidade do mundo e das notícias na comunicação e redes sociais, onde qualquer conteúdo, qualquer ideia, qualquer facto é amplificado, distorcido e enviesado e posto como propaganda ao serviço de qualquer destino que nunca é bem explicado, muitas vezes é ruído e caos outras vezes é ideológico.

O capitalismo apropriou-se da ideia do livro 1984 do Orwell e criou o reality show big brother, foi aí que a loucura entrou, e tudo foi apropriado e tornado público e visto por milhões, e quanto mais obsceno melhor para que choque que indigne que faça as pessoas saírem da sua privacidade e se manifestarem e gerarem cliques em anúncios publicitários e audiências cada vez maiores, e chegámos ao ponto de tudo, mesmo o mais nojento, ser passível de ser vendido ou descartado pelo povo que agora é o público que vota segundo a propaganda que escuta.
Esta é a loucura actual do mundo, as pessoas parecem baratas tontas à procura da aprovação do vizinho e da sociedade e do patrão. As pessoas estão a enlouquecer e a ficar paranóicas.

Quando uma pessoa quebra a unidade da sua mente, e o mundo lhe parece um espectáculo de televisão, onde há vários eus confinados a interagir, a ser confessados e avaliados pela audiência, que são as pessoas que connosco se cruzam na rua.

Eu recordo que quando senti que o mundo estava contra mim e a infligir-me terrorismo psicológico e a espiar-me, eu sentava-me ao computador e escrevia no ficheiro de texto qualquer frase ambígua, obscena, brutal para confundir quem lesse, porque eu pensava que o meu ficheiro Word estava a ser lido em tempo real. Ria-me no fim e saía à rua para observar a reacção das pessoas. Vi caras sérias que me diziam telepáticamente És um fdp. Outros riam apenas e eu ria também.
E nestes loops andava eu, a ansiedade a crescer, a alienação a rugir até à completa despersonalização que é a expulsão do mundo para entrar num novo reality show chamado Hospital.

Cada vez há mais pessoas a ficarem doentes, dois milhões de portugueses consomem antidepressivos, anti psicóticos e ansiolíticos. 
Tem de haver uma saída para fora deste mundo que nos diz: -- Se tens desejos e necessidades tens de trabalhar. Se não trabalhares, ou seja, se não te faltar nada, tornas-te preguiçoso.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Tuíte De mal a pior

Mintonegro diz que o país está melhor.
E mesmo nós, quando nos perguntam como vamos, a maior parte diz com orgulho sorrateiro parecido com o sorriso do Mintonegro: -- Nunca pior!
Mas o que eu vejo é que nos últimos tempos fecharam 2 minimercados e 3 cafés na minha zona e o quarto tem uma placa Vende-se.
Parece que não estamos melhor, estamos a empobrecer.