quinta-feira, 3 de setembro de 2026

«Coisas» dos Ornatos Violeta


Leva qualquer eu a meu dia Dá-me paz eu só quero estar bem Foi só mais um quarto uma cama No meu sonho era tudo o que eu queria Quando alguém deixar de viver aqui Espera que ao voltar seja para ti Nada vai ser fácil Nunca foi Quando alguém deixar de te dar amor Pensa que há quem viva do teu calor Hoje é só um dia e vai voltar Amanhã E não foi assim que o tempo nos fez E fez assim com todos nós E não foi assim que a razão nos amou E fez assim com todos nós São coisas São coisas São só coisas São coisas Se uma voz nos diz que é viver em vão P'ra que raio fiz eu esta canção E se o fim é certo Eu quero estar cá Amanhã E não foi assim que o tempo nos fez E fez assim com todos nós E não foi assim que a razão nos amou E fez assim com todos nós São coisas São coisas São só coisas São coisas Eu estou bem Quase tão bem Vê como é bom voltar a viver Eu estou bem Quase tão bem Vê como é bom voltar a viver Eu estou bem Quase tão bem Vê como é bom voltar a viver 
Eu estou quase a viver 


sábado, 29 de agosto de 2026

Crónica de um retirado

 


é quase verdade: beber e fazer barcos de papel
nada mau
e logo num mundo onde há quem não coma duas refeições num dia,
onde há quem tenha sido despejado de casa ou visto a sua casa ser bombardeada,
onde uma mãe chora o filho assassinado na prisão,
onde um pai descobriu que a sua filha foi violada...
comparar os meus problemas com os problemas das pessoas comuns é verificar que 
tive mais sorte do que muitos.
Ah, o meu pai tem ideias que eu não gosto!, diz o id.
O superego diz: E aqueles que nunca souberam o que era um pai?
A minha mãe flutua e tudo esquece...
Sim, mas ainda é presidente de uma associação de caridade. Ajuda-a!
O que me custa a aceitar é que ela me faz lembrar o salazar que caiu da cadeira, ele pensava que governava e eram os ajudantes que faziam tudo.
O superego contrapõe: mas fazer guerra com os próprios pais? Se não fossem eles hoje eras sem-abrigo.
O que eu queria é impossível: mudar o meu pai, atrasar a degenerescência do cérebro da minha mãe. Preferiria ir antes deles.



sábado, 15 de agosto de 2026

Ahmed Abdul Malik - Don't Blame Me

 


Ahmed Abdul-Malik - bass, oud Tommy Turrentine - trumpet Eric Dixon - tenor saxophone Bilal Abdurrahman - clarinet, percussion, Korean reed instrument Andrew Cyrille - drums Calo Scott - Cello, violin Recorded May 23, 1961