terça-feira, 24 de outubro de 2017

Traições e infidelidades

Nem mesmo as poucas pessoas que conhecem 'coisas' sobre mim
se terão apercebido desta história que vou contar.
Pois bem, eu namorava com a Maria (nome fictício) e estava satisfeito
mas depois num jogo de sueca ofereci à Joana (nome fictício) 
uma rosa acabadinha de roubar de um jardim.
Tanto eu como a Joana não nos apercebemos do desconforto que provocámos à Maria, a minha parceira no jogo.
As semanas passaram e eu comecei a aborrecer-me.
Um dia no café disse à Maria que queria novidades, acção e reparei que a Joana acabara de entar no café.
Vieram as férias e a Maria ainda não tinha chegado quando a Joana me encontrou
e disse que me queria,
eu disse que sim, mas o meu corpo teve alguma dificuldade em satisfazer logo o seu desejo
mas com a sua persistência e carinho, o desejo veio e durou um mês.
Só a Maria não sabia ou talvez fizesse que não sabia.
Eu acabei por me sentir mal em estar a enganá-la e decidi voltar só para ela.
Causei um desgosto à Joana e jurei que ia tratar bem a Maria.
Mas já não era igual ao antes-de. 
Comecei a sair mais com os amigos, ela fez o mesmo.
Até que novas férias vieram e eu pensei: sou um nabo, ela é bonita e fixe para mim, vou mudar.
Mas ela voltou e disse que já não me queria, e eu colapsei.
Seis meses mais tarde, voltámos a ver-nos, deu-nos o desejo de fazer amor,
e ela falou-me do novo namorado que vivia na terra dos pais
e quando se tinham conhecido, foi só fazer as contas aos meses.
Os meses passaram e conheci a Maria Joana (nome fictício, também conhecida como Ga...nza, ou simplesmente G.)
e também ela me escolheu entre vários pretendentes do momento
e também eu optei por ela enquanto me separava de uma X-Ana,
também ela teve a oportunidade de recusar os avanços do namorado anterior
e de me deixar no café informando-me que uma antiga amiga íntima lhe queria falar,
e também eu andava a ver se arranjava alternativa
e alternativa também talvez me quisesse mas eu não me sentia confortável com a situação.
Até que passei pelo deserto, comecei a satisfazer-me com 
cassetes de vídeo e os comerciais das televendas pela noite dentro na televisão,
até que fui trocado por quem uma amiga dela disse ser 
um cigano vizinho e eu ser já parecido com um papá.
Mais tarde tive a oportunidade de aguentar com as despesas emocionais de uma mulher
abandonada pelo marido que a deixou para ir viver com a amante num apartamento
e ainda lhe tirou as filhas e a deixou com sequelas de uma aborto que não quis assumir,
e eu fiz de cabrão-que-come-a-mulher-do próximo, passei por ser namorado, 
depois fui companheiro, vivêmos juntos e passei a ser o visconde que pagava as contas,
até que as constantes zangas e diferenças de opinião fizeram com que quase
nos batêssemos fisicamente, até que tivemos a coragem de evitar nos matarmos um ao outro
e nos separámos.
Fim.

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