domingo, 8 de novembro de 2026

de Rui Caeiro

Que cada qual desparamente o seu deus, se tem a sorte ou o azar de ter um. E lhe arranque todos os dogmas. E o pobre ser que reste proteja. Do frio, do desamparo. Das agruras da vida que atingem homens e deuses. Como se faz a um filho que não tem culpa dos erros dos pais.





em Olhar o nada, ver a deus
no volume Obra reunida, página 265
Edição Maldoror

Sem comentários:

Enviar um comentário