sábado, 22 de maio de 2021

«A Female Gipsy Youth Found My Lost Pen»


 

«A Female Gipsy Youth Found My Lost Pen»
drawing in ink brush-pen over 250grms paper, size: 70cm by 50cm
ZMB 2021

«A female gipsy youth found my lost pen and returned it to me. I said thanks and sent hifives to her with my finger. She smiled. I came home and put a Spaceheads CD and said: let there me make a drawing to destroy all machines and clear all monsters!»

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Dr. A. R. Spider na Alameda das Fontaínhas



«Dr. A. R. Spider na Alameda das Fontaínhas»
óleo sobre tela
60cm por 80cm
2021
ZMB 

Dr. A. R. Spider é um nome que o poeta Artur Rockzane usou, 
segundo me disse, 
no Brasil nos anos 90 quando publicou com uma hoje sua ex-mulher 
uma fanzine chamada «Sórdido e Sentimental»

aqui um exemplar usado:

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Artur Rockzane -- O Forró dos Astronautas



«O FORRÓ DOS ASTRONAUTAS» por Artur Rockzane 

Apresentação de uma macumba poétika psicografada no Brasil em 1999. 
Relatório ritualizado de uma viagem de longos anos pelo continente sul-americano. 

This film was recorded at Bazar Esquisito and Corticeira Studios in Porto, Portugal, 
during Spring 2021 
It features the misfit Portuguese poet Artur Rockzane reading his poem called 
«O Forró dos Astronautas»:
 the ritual report of a poetic macumba through a long journey in South America, specially Brazil. 

Some film shorts within describe a painting macumba performed by Kenny Berg and ZMB 
and set to Artur Rockzane's live reading at Bazar Esquisito on April, 23, 2021. 

Only for educational purposes on the subject of Poetic Macumba

domingo, 16 de maio de 2021

«O campiom da moedinha»


O meu novo e futuro trabalho é pintar «O campiom da moedinha» em qualquer tasca, associação, clube ou café da zona.
Digo-vos, juventude, sereis como eu depenados dos vossos oiros mas farão a vossa alegria ao jogar à moedinha com o senhor Pereira. O maior da Corticeira! que tem sempre uma rima porreira para apresentar numa cimeira certeira ou numa feira tripeira :)




sábado, 15 de maio de 2021

Patrulha do Espaço, nº 4

 

Patrulha do Espaço, nº 4

Fanzine com texto e imagem, 28 páginas, A5, preto e branco

Pedidos pelo Noé Alves (zarelleci@gmail.com),
Artur Rockzane (em pessoa)
ou eu próprio através do email zmb_mur@yahoo.com

Entregamos em mão ou por correio físico



sexta-feira, 14 de maio de 2021

Música do dia

ouvi a versão em estúdio desta música na Rádio Paralelo,

online at https://indymedia.pt/

 

para que não pensem cenas paranóicas: eu também tenho «manuel» no meu nome

mas nós todos, que gostamos da pinga, devemos reflectir nas palavras desta música,

senão leiamos:


«tua mulher já está passada

quer foder e tu... nada

qualquer dia dá à sola

já não tens força na mola

Manel, larga o vinho»


quarta-feira, 12 de maio de 2021

O cínico poderia dizer:
mas o hobo diz :

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Ao passar na damrak vejo num armazém um anúncio pedindo empregados, fico interessado e entro, dirijo-me ao balcão, apresento-me e dizem-me para voltar daí a um mês. Ok, agradeço e volto à rua sabendo que talvez não voltarei lá e, olhando a sujidade nas minhas calças, penso no que a minha mãe uma vez me disse, ela uma voz anónima do povo em ditadura: nunca descures tua imagem. Às vezes dizia-me isso e eu ficava a pensar: mas quem é pobre pode andar asseado, arranjado?, ao que ela respondia: podes ser pobre mas fazer por não parecer. Ao que parece a higiene pagará todas as promessas mas… entre mim e a higiene há toda uma luta de classes e eu tenho algumas dúvidas de que queira ser manager ou até formar um partido lóbi. Sou assim: às vezes on às vezes off eu prefiro o estado de ov, um germe eternamente gerado e sempre pronto a renascer para um novo mundo numa nova ponte, quantas vezes já não mudei de vida?, tentar pelo menos. O cínico poderia dizer «às vezes ainda me ofereceram camisolas» mas o hobo diz «nunca tive estabilidade nem ilusões, apenas sonhos, tenho de me adaptar ao mundo mas o mundo quer que eu deixe de ser eu», para ser ele — o mundo que rende juros ao gestor de activos; para ser com ela — a munda, a mãe levando o pequeno-almoço à cama ou a mulher «faca e alguidar» com jantar romântico no dia de anos.

No fundo, minha mãe leva-me a deduzir a simulação futura, a intoxicação com um copo de água e talvez, agora é capaz de ser já um pouco tarde… um louco é-o muitas vezes por repressão ou impossibilidade de descarga sexual, farto de não ter alguma toura como parceira sexual, simula o amplexo na sua imaginação e usa as suas duas mãos em si próprio, sente-se senhor anarca monarca absoluto pondo e dispondo de si próprio, dizendo até que não precisa de gadja, que se basta a si mesmo. Porque não acredito em desequilíbrios químicos genéticos e tão só em espíritos que incubam no futuro em crianças da lua, às vezes o louco ou o joker joga contra si próprio, chega mesmo a escrever coisas reaccionárias, frases como: já não acredito na anarquia, na guerrilha criativa, eu nem sequer encontro uma gaja interessante, quanto mais mudar o mundo, a guerrilha significa spam, noise informativo, gosto de informação estruturada, organizada, não gosto do noise quântico da web.

Dito isto, nego tudo o que escrevi desde o último dois pontos. Há sempre alguém a processar a informação que me chega. A verdade é que ainda não cheguei ao nível necessário de conhecimento para eu próprio poder organizar o meu dia-a-dia, o excesso de informação que ainda não consigo processar convenientemente, sou um hobo ficando sem dinheiro a cada pacote de bolachas que compro, a cada grama de thc que compro e, claro, eu… dizem para eu voltar daqui a um mês porque vêem o modo como estou vestido, vêem que estou de passagem, um turista momentâneo suado e com as calças manchadas, alguém que não estará aqui por muito mais tempo.

Dou por mim a pensar tudo isto quando entro no prix d’ami para tomar café, compro uma grama e começo a enrolar. Um holandês corpulento vem falar comigo, se calhar já me tinha topado ao longo destes dias, fumamos o meu e um dele, fala-me que tenho de me registar oficialmente, podes ganhar mil e duzentos euros no mínimo mas tens de estar registado com residência. Digo-lhe que estou numa pousada e que não a aceitam como morada e depois é cara. Fala-me que no croydon hotel se arranja diárias de vinte e poucos euros. Where is that?, ele responde que passando a damrak fica na primeira rua depois do grasshopper. Fico interessado e pensativo e ele pergunta se eu o percebi, há aqui uma espécie de tensão sexual flutuando na névoa verde mas caminho noutra direcção, tenho de sair e atravessar para o lado de lá da damrak. Procuro o croydon hotel, viro na segunda rua à direita e encontro. We’re full! Ok regresso, nada feito, nada de quartos, sufoco, resigno-me à frustração e amargurado penso no meu futuro na rua ou na miséria da caridade alheia, resisto, digo-me que nada me impede de sonhar, imaginar mesmo uma cabana diferente: um espaço onde dormir, comer, defecar e mostrar o meu trabalho e vender claro, obter um rendimento mínimo de subsistência que pague a conta do supermercado, a tinta e a tela, a ganza e a conta da net e claro!, o aluguer da cabana.

Vivendo hoje o momento como se hoje venha a acontecer, penso aproveitar a voz de ka-spel, será uma epifania sonora adequada para descrever o momento que não se escreveu, até porque a revolução do microcosmos não é nunca televisionada: nobody waits forever, not even me for you on a desolate onway on a desperate lock in a forgotten universe ik waited so long for me to plant my flag half mask half way between two empty spaces lost but I will raise my white stick I’ll wave I always think I heard a voice your voice my love yes till a walkway towards the light you see I had no choice our life must go on well that’s all we always say isn’t it? our liiefffe muussst goooo... on.

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Manuelle Biezon