quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Stéphane Mallarmé - O Azul
Do eternamente azul a serena ironia
Abate, de indolência bela como as flores,
O poeta que o génio impotente maldiz
Ao longo de um deserto árido de Dores.
As pálpebras cerrando, a olhar furtivo o sinto
Com o intenso terror de um remorso por dentro
A minha alma vã. Onde fugir? Delírio
De que noite lançar, farrapos, ao desprezo?
Nevoeiros, subi! Vertei as cinzas mornas
Com remendos de bruma esparsos pelos céus
Que o charco afogará lívido dos outonos
E construí um tecto vasto e silencioso!
E tu, sai dos letais pauis e arrepanha
Ao cercarem-te, a lama e os pálidos caniços,
Caro Tédio, a tapar com a mão jamais lassa
Os buracos azuis que as aves más abrirem.
Ainda! Sem cessar, que as tristes chaminés
Ardam e a fuligem de uma errante prisão
Apague no horror dos seus negros vaivéns
O sol a declinar rútilo no horizonte!
-- O Céu morreu -- A ti, ó matéria, eu vou! Deixa
O olvido do Ideal cruel e do Pecado
Ao mártir que só vem partilhar a miséria
Do leito em que jaz feliz o triste gado
Humano. E assim seja, enfim, que esta caveira,
Como um vaso de pó vazio ao pé de um muro,
Já não sabe adornar a soluçante ideia,
Lúgubre a bocejar para uma morte obscura...
Em vão! O Azul triunfa e eu ouço-o a vibrar
Nos sinos. Ó minha'alma, ei-lo já, feito voz
Para melhor, vencendo, o pavor provocar,
E do bronze renasce em trindades azuis!
Ele rola na bruma, antigo, e atravessa
Tua inata agonia qual um gládio seguro;
Fugir, mas para onde, em luta vã, perversa?
Estou possesso. O Azul! O Azul! O Azul! O Azul!
Stéphane Mallarmé
in 'Poesias'
tradução de José Augusto Seabra
Assírio & Alvim
Abate, de indolência bela como as flores,
O poeta que o génio impotente maldiz
Ao longo de um deserto árido de Dores.
As pálpebras cerrando, a olhar furtivo o sinto
Com o intenso terror de um remorso por dentro
A minha alma vã. Onde fugir? Delírio
De que noite lançar, farrapos, ao desprezo?
Nevoeiros, subi! Vertei as cinzas mornas
Com remendos de bruma esparsos pelos céus
Que o charco afogará lívido dos outonos
E construí um tecto vasto e silencioso!
E tu, sai dos letais pauis e arrepanha
Ao cercarem-te, a lama e os pálidos caniços,
Caro Tédio, a tapar com a mão jamais lassa
Os buracos azuis que as aves más abrirem.
Ainda! Sem cessar, que as tristes chaminés
Ardam e a fuligem de uma errante prisão
Apague no horror dos seus negros vaivéns
O sol a declinar rútilo no horizonte!
-- O Céu morreu -- A ti, ó matéria, eu vou! Deixa
O olvido do Ideal cruel e do Pecado
Ao mártir que só vem partilhar a miséria
Do leito em que jaz feliz o triste gado
Humano. E assim seja, enfim, que esta caveira,
Como um vaso de pó vazio ao pé de um muro,
Já não sabe adornar a soluçante ideia,
Lúgubre a bocejar para uma morte obscura...
Em vão! O Azul triunfa e eu ouço-o a vibrar
Nos sinos. Ó minha'alma, ei-lo já, feito voz
Para melhor, vencendo, o pavor provocar,
E do bronze renasce em trindades azuis!
Ele rola na bruma, antigo, e atravessa
Tua inata agonia qual um gládio seguro;
Fugir, mas para onde, em luta vã, perversa?
Estou possesso. O Azul! O Azul! O Azul! O Azul!
Stéphane Mallarmé
in 'Poesias'
tradução de José Augusto Seabra
Assírio & Alvim
Arte psicodigital
... da autoria de Juan Brufal
Quem tiver facebook e se pesquisar por 'arte psicodigital'
quase de certeza que encontra a página deste autor argentino.
eu recebo as suas actualizações através do linkedIn
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Hiperligações para a minha persona: ZMB-MUR
Vivo em Rio Tinto, Portugal
Recebo visitas no atelier para possível aquisição de trabalhos
Recebo visitas no atelier para possível aquisição de trabalhos
Aceito encomendas
Contact me for a shopping visit at my workspace
Tel: (+351) 968694030
email: zmb_mur@yahoo.com
desenho (drawing)
sons
videos
textos
exposições efectuadas
2025 (18 de Setembro até 20 de Dezembro)
'Eco: Onda Sonora', Pavilhão de Exposições Faculdade Belas Artes, Porto
Exposição Colectiva
'Eco: Onda Sonora', Pavilhão de Exposições Faculdade Belas Artes, Porto
Exposição Colectiva
2024 (9 de Maio até Junho)
'Cheia', Galeria Branda, Av. Rodrigues de Freitas 133 Porto
Exposição Colectiva
2023 (13 de Julho até ao final do ano)
'Portreto de la animo', Museu Nacional Soares dos Reis, Porto
Exposição colectiva,
com obras e curadoria da Fundação Treger Saint Silvestre
2022 (10 de Setembro até 22 de Outubro)
'Einstein Frankistein, um ego suburbano', Galeria Verão, Lisboa
Exposição individual
2021
'Sereno Variável', Centro de Arte Oliva, São João da Madeira, exposição colectiva
organizada pela Colecção Treger Saint Silvestre e com curadoria de Antonia Gaeta
2020
'Lusofolia', Centro de Arte Oliva, São João da Madeira, exposição colectiva
extensão da exposição em Lisboa organizada pela Colecção Treger Saint Silvestre
2019
'D'Après', Galeria Cruzes Canhoto, Porto, exposição individual
http://cruzescanhoto.com/exposicoes/16-dapres/
'Lusofolia', Museu Arpad Szenes / Vieira da Silva, Lisboa, exposição colectiva
organizada pela Colecção Treger Saint Silvestre
2018
'Desvios e Extravios', Galeria Cruzes Canhoto, Porto, exposição colectiva
http://cruzescanhoto.com/exposicoes/13-desviosextravios/
2017
'7 Apart', Galeria Cruzes Canhoto, Porto, exposição colectiva
https://www.facebook.com/galeriacruzescanhoto/
'D'Après', Galeria Cruzes Canhoto, Porto, exposição individual
http://cruzescanhoto.com/exposicoes/16-dapres/
'Lusofolia', Museu Arpad Szenes / Vieira da Silva, Lisboa, exposição colectiva
organizada pela Colecção Treger Saint Silvestre
2018
'Desvios e Extravios', Galeria Cruzes Canhoto, Porto, exposição colectiva
http://cruzescanhoto.com/exposicoes/13-desviosextravios/
2017
'7 Apart', Galeria Cruzes Canhoto, Porto, exposição colectiva
https://www.facebook.com/galeriacruzescanhoto/
2016
'Correspondências' Galeria Quase, Porto exposição colectiva
http://zmb-mur.blogspot.pt/search/label/Correspond%C3%AAncias%202016
2016
'As pessoas dizem, nem sempre acertam' Galeria Inklusa, Porto
http://zmb-mur.blogspot.pt/search/label/As%20pessoas%20dizem%20nem%20sempre%20acertam%202016
2016
'IluminAR-T' Galeria Inklusa, Porto exposição colectiva
http://zmb-mur.blogspot.pt/search/label/IluminAR-T%202016
2015
'Correspondências' Galeria Quase, Porto exposição colectiva
http://zmb-mur.blogspot.pt/search/label/Correspond%C3%AAncias%202016
2016
'As pessoas dizem, nem sempre acertam' Galeria Inklusa, Porto
http://zmb-mur.blogspot.pt/search/label/As%20pessoas%20dizem%20nem%20sempre%20acertam%202016
2016
'IluminAR-T' Galeria Inklusa, Porto exposição colectiva
http://zmb-mur.blogspot.pt/search/label/IluminAR-T%202016
2015
'Arte quase bruta' Casa da Horta, Porto
2014
'ZMB na Casa da Horta', Porto
2012
'Arte Occupa' Casa Viva, Porto exposição colectiva
2010
'80 anos de Zeca' A cadeira de Van Gogh, Porto exposição colectiva
2008
'Argo - Artistas de Gondomar' Biblioteca Muunicipal de Gondomar exposição colectiva
2008
'Fica alma fica' Clube Literário do Porto
2008
'A imaginação já é para servir de pedreiro' Púcaros Bar, Porto
2007
'Exposção de pintura de Rui Lourenço' Centro Cultural de Rio Tinto
--
Rui M. S. Lourenço aka Claudio Mur aka ZMB

terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Ericka - Song for Charles
http://www.discogs.com/Art-Ensemble-Of-Chicago-A-Jackson-In-Your-House/release/1164300
"...What makes the album genuinely remarkable, even among the Art Ensemble's complete output, is the Mitchell composition titled Song for Charles (a dedication to Charles Clark, the talented Young AACM bassist who died in Chicago just nine weeks before this recording). If anything can be said to be "typical" of the group at its best, then this lengthy and complex group improvisation deserves such a description. The multi-instrumentalism creates a constantly shifting surface, yet care is taken to provide thoughtful and logical contexts for the improvisations-notably the central solo by Bowie,which is among his starkest and loveliest recorded improvisations. In other hands the bird-calls and the shouts and the bass sax would sound absurd, but the quartet exploit them with discretion and unfailing aptness"
From Richard Williams, January 1978 liner notes
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Animal mitológico
Hoje em manhã de borrasca quase que não saía da cama,
a caminhada para o autocarro confiou-me que preciso de umas botas novas
e mais uma vez a chegar atrasado, ainda deu para comer um queque de limão.
O nosso formador desafiou-nos a começar a folha com figuras geométricas
exemplificando que estas se podem tornar figurativas: um losango é o corpo da árvore.
No fundo, deixar que a imaginação associe começando a simbolizar.
Comecei a desenhar segmentos de recta a lápis e pareceu-me a figura de um cão
associei-o mentalmente a um grafito que se vê nas ruas do Porto
mas depois quis desenhar-lhe asas, estas assemelham-se a um xaile.
Faltava enquadrar o animal no meio da folha e surgiu uma paisagem,
um rio, uma foz, um sol em céu azul com nuvens.
Hora e meia de trabalho com guache e pincel.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Violoncelo nas Flores
'Violoncelo nas Flores'
óleo sobre tela
70cm por 60cm
2015
ZMB
Este artista tem o violoncelo electrificado e ligado a uma caixa sequenciadora.
Uma das suas melhores melodias é executada primeiro com
dedilhados a urdir o ritmo de baixo, a seguir o pé adiciona o ritmo gravado à caixa
uma duas quantas vezes as necessárias com ocasionais sons percussivos
por fim, o arco é usado para a melodia
dando a sensação de um duo de violoncelo e contrabaixo.
Este violoncelista evoluiu desde que o fotografei como modelo para este trabalho
e usa, hoje em dia, um violoncelo moderno sem caixa de ressonância.
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