domingo, 24 de setembro de 2017

Foto da exposição


(foto de Jorge Marques)

Da esquerda para a direita:

- O vocalista da mítica banda Tarântula, também pintor
- Arnaldo (se não me falha o nome) pintor com quem me lembro de falar quando eu vendia aguarelas na Rua das Flores
- Damião Vieira pintor e designer e um dos meus chefes no meu derradeiro trabalho com contrato antes de me reformar e dedicar em exclusivo à pintura
- eu-próprio ZMB em frente a dois dos meus quadros expostos.

De referir que Damião Vieira também está presente com quadros em acrílico nesta exposição.
Ele é detentor de uma técnica da qual tenho inveja e com quem muito aprendi,
além disso pinta uma 'arte pop com intervenção social'. Muito bom!


Mas o melhor da exposição foi mesmo ter conhecido a Redonda
É uma senhora mulher, muito bonita, elegante e com uns olhos fundos lindos
(não de morrer porque isso seria sinistro mas)
lindos de desmaiar em êxtase :)
Mais uma vez obrigado por teres vindo.

domingo, 17 de setembro de 2017

Passara-se ali qualquer coisa, um sentimento qualquer, que parecia pintar aquilo com cores risonhas.

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Harry sentiu-se confuso e aturdido ao sair de casa da mãe. Não estava somente confuso e aturdido, estava também ciente disso. Sabia que lhe custava sempre imenso estar ao pé da mãe, pois ela parecia perita em mexer os cordelinhos na cabeça dele e em fazê-lo trepar pelas pareces, mas daquela vez sucedera qualquer coisa diferente e inesperada, e ele não sabia ao certo que raio era aquilo. Não tinha vontade de gritar com ela nem de lhe chamar nomes, tinha era vontade de se esconder no mais fundo de si próprio. Ou talvez se sentisse sempre assim, na verdade. Não sabia ao certo. Foda-se! Era confuso comò caraças. O cabelo ruivo. O vestido vermelho. O concurso de televisão. Tudo aquilo parecia um disparate completo, mas, ainda assim, passara-se ali qualquer coisa, um sentimento qualquer, que parecia pintar aquilo com cores risonhas. Talvez fosse porque a mãe estava feliz. Isso era porreiro. Nunca se dera conta de até que ponto desejava que a mãe fosse feliz. Nunca antes pensara no assunto dessa maneira. A questão é que estar ao pé dela era sempre uma seca. Mas hoje ela estava nas nuvens, oh se estava. Bruxo, a tripar co'aquela merda das pastilhas. Santo deus, ele não sabia o que fazer, porra. A velhota dele a tripar com pastilhas para emagrecer e a pintar o cabelo de ruivo... Harry abanou a cabeça à medida que as palavras e os pensamentos o bombardeavam, aumentando a sua confusão e perplexidade. Não sabia o que estava a acontecer com a mãe, mas sabia que ele próprio estava a precisar de uma dose. Isso me'mo, uma quarta de castanha e vai tudo ficar na maior.
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, páginas 175-176

'Requiem por um sonho'
Hubert Selby Jr.
tradução de Paulo Faria
edição Antígona 2017

"The love you give is the love, the love you get, you get..."



(Dedicado aos meus amigos irlandeses,
eles são a terra daquela que foi a maior banda do planeta)

Lyrics: Heathen, a pagan No sun shines for me Savage but gentle The animal within And I see it now And I see it now I had a weird dream - watch but don't touch I had a weird dream - I'm taking away "put it in a bag - Hide it in tree" "put it in a bag - Hide it in tree" I want to steal your heart, your heart With these eyes I cannot see And this cold heart never bleeds, Never, No never... Sweet smell, this poison, the watch but don;t touch Tongue swollen venom, so touch to...to love, Ah i see it now, and I see it now I had a weird dream - watch but don't touch I had a weird dream - I'm taking away "put it in a bag - Hide it in tree" "put it in a bag - Hide it in tree" I want to steal your heart, your heart I reach for the sky but never, ever can touch It seems so easy, easy to me Still I cannot, will not take this thing Hearsay, this heresy A victim to sin Eternal the torment, the answer lies within I had a weird dream - watch but don't touch I had a weird dream - I'm taking away "The love you give is the love, the love you get, you get..."

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A mesa do fado


'A mesa do fado'
óleo sobre tela
65cm por 80cm
2014 - 2017
ZMB

Por sugestão de um potencial comprador, que me disse que a cor do fado é o preto,
substituí o fundo laranja, por preto com vestígios de vermelho-escuro.
Eliminei iguamente a torre que tinha uma luminosidade verde-alien
e que distraía e perturbava o observador.

(A fotografia tem algumas reflexões de luz vinda de uma janela virada a norte.
o preto engole a claridade e eu não tenho melhores condições para fotografar.
como em tudo, é preciso ver com os nossos próprios olhos e
não a partir de uma foto, a imagem fotografada dá apenas uma perspectiva incompleta da obra,)

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[em Janeiro de 2015:]

Abro aqui uma nova etiqueta para colocar seis trabalhos
de algum modo relacionados com o fado.
Na verdade, pouco perccebo de fado
embora haja alturas de solidão em que gosto de o ouvir.
Para os puristas, este trabalho que aqui apresento 
não é fado
porque lhe falta uma viola para tocar o ritmo.